Parece que se sabe para onde vamos e como vamos, até o momento em que, no primeiro cruzamento, não sabemos para onde vamos. Voltamos a iniciar porque trilhámos novas experiências sem um plano, apenas porque parecia que íamos conseguir.
O nosso desenvolvimento económico está a crescer e a melhorar, mas as pequenas e médias empresas, aquelas que representam mais de 90% do nosso tecido empresarial, estão a ser estranguladas por procedimentos burocráticos, com crédito inacessível e são vistas como uma fonte inesgotável de impostos, mesmo que isso dificulte o seu crescimento.
O investimento estrangeiro é fundamental para o crescimento da nossa economia, o acesso ao conhecimento e a novas tecnologias. Por isso as nossas melhores empresas são oferecidas e ao mesmo tempo apetecidas por grupos internacionais. Contudo, depois de as comprarem, verificamos que os serviços e/ou produtos que estas nos fornecem no dia-a-dia, sem os quais não podemos passar e porque também não temos alternativa de escolha, a duplicarem o seu valor. As empresas são esventradas, vendidas aos poucos, os serviços são terceirizados, o seu valor cai fazendo com que muitos que tinham aplicado as suas poupanças as vejam esvaziar-se sem apelo.
Os que nos governam e os que se preparam para nos governar, todos parecem ter as melhores estratégias para o desenvolvimento económico e social do nosso país. Mas tem sido difícil entender porque é que só depois de deixaram a governação é que se apresentam como os detentores das soluções. Quando por lá passaram e tiveram a oportunidade de prestar um bom serviço, muito pouco fizerem. Exasperante é que quando voltam, porque quase sempre (os mesmos) voltam, esquecem as boas ideias perdem a vontade e o saber. Na verdade tudo parece ser até... deixar de o ser.
Cá pelas nossas terras, nem sempre temos a clarividência e a serenidade para podermos resolver os nossos problemas. Mas, se não os resolvermos, o tempo vai ter o cuidado de os resolver.
Qualquer consenso tem por princípio um acordo.
Um acordo exige cedências de ambas as partes para que ambas as partes saiam a ganhar. Se uma delas está em perda o acordo torna-se quase impossível.
Contudo, quando não se consegue um acordo, existe sempre a tendência para a intromissão de terceiros. Estes negoceiam, mas são eles próprios que saem a ganhar com prejuízo de ambas as partes.
Estas desavenças não duram para a eternidade. Mais tarde o tempo se encarrega de as resolver, não através de consensos mas “obrigando” ambas as partes a uma solução, com todas as consequências sociais e de vizinhança daí resultantes.
Por que não se juntam, diretamente ou através da ajuda de uma pessoa de bem e procuram um acordo em que ambas as partes possam sair satisfeitas? Santa Barbara agradece.


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