Nov2018 Inês

Inês Frazão tem 26 anos e estuda Serviço Social. Decidiu seguir um sonho antigo e sair para ajudar!

 

Já pretendia fazer voluntariado há imenso tempo, mas com a correria da vida desligava sempre o botão e adiava com imensas desculpas...

... “não tenho dinheiro; não tenho tempo; estou a estudar/trabalhar agora não dá; vou para o ano” – e nunca ia! Entrei para o curso de Serviço Social, agora a frequentar o 3.ºano, e cruzei me com a Raquel (uma das diretoras da associação Sharing Love), questionei-lhe inúmeras coisas, falámos, trocámos ideias e entretanto fez-se luz e surgiu um “porque não?!” – confesso que logo de imediato me surgiram imensas barreiras das quais referi acima, mas quando queremos realmente uma coisa, nós fazemo-la pois não sabemos quanto tempo estamos aqui na terra e deveríamos de aproveitar ao máximo.


Quando a Raquel me falou de 3 semanas achei que era muito tempo e que iria perder imensas aulas... mas um mês passou num abrir e fechar de olhos e não me arrependo de nada! Ao ter ido à escola promover a igualdade de oportunidades, criar um entendimento entre os alunos acerca do comportamento do discriminatório e do discriminado e educar para os valores entre homens e mulheres, nos intervalos, relembraram-me o ser criança e andar sempre com um sorriso na cara, mesmo quando as coisas não corriam tão bem. Por vezes quem tem tudo, esquece-se do que é verdadeiramente essencial. Não têm as mesmas oportunidades que nós e mesmo assim têm sempre um sorriso contagiante.

Vi pela primeira vez um jovem a subir a um coqueiro, tivemos a honra de conhecer o Sr. Presidente da República Jorge Fonseca e sua comitiva, num convívio descontraído organizado pela Câmara Municipal de Porto Novo, cantámos e dormimos na praia. E a minha superação foi subir a uma casa da árvore de 10 metros, pois nunca iria querer – mas ao ter visto uma das voluntárias a subir e entre o “não, eu não consigo” e o “sendo um dos meus objetivos de voluntariado falar sobre objetivos, desenvolvimento pessoal, capacitação e poder da mente e não consigo subir a uma árvore? É só bla blá blá o que irei ensinar às mulheres da associação Amupal? Se elas conseguem subir eu também consigo!” e neste impasse fui! Foi o melhor que poderia ter feito, pois a experiência valeu bastante a pena e aprendi a superar-me a mim própria!

Dedicámo-nos ao máximo e desenvolvemos todas as atividades com sucesso. Todos os vossos donativos foram entregues e também a cozinha da Associação Amupal ficou equipada.
Não há palavras para descrever como foi esta experiência. Cabo Verde é correr descalço. É sem brinquedos inventar brincadeiras. É receber alguém em casa e dar tudo o que se tem por lá. É dizer “Olá, como estás?” a qualquer pessoa. É sorrir só porque sim. É fazer “psst” às miúdas que passam. É ser atrevido. É verde. É encarar a vida com sorriso no rosto e dança no corpo. Cabo Verde é isto e muito mais! Cabo verde é sabi e eu mal posso esperar para voltar.


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