Quando cheguei a Moçambique, cidade de Nampula, fiquei muito surpreendido ao saber que o Anacleto estava a viver ali. Ele era conhecido por Sr. Cordeiro da Somanol, nome da firma que era uma empresa muito grande, serração, oficina e mecânica, e móveis, também com várias serrações no mato.

Como passei muitos meses em Nampula, sempre fiquei em casa do Anacleto e não no Quartel. Ele, com os conhecimentos que tinha, tratava de tudo que eu nem sabia como. Todos me perguntavam quem era a cunha que eu tinha. Até os próprios oficiais, etc. Eu admirava-me com a maneira como ele resolvia tudo. E com todos – pretos, brancos. Por isso, cá, já não era admiração tudo o que ele fazia.

Também passei lá momentos de dificuldades quando mudou de casa de habitação, quando o filho nasceu – o Joca –, que lhe deram notícia que ele tinha morrido. Mas, quando eu e ele chegámos ao hospital, o médico, à entrada, disse que tínhamos homem. Isso é que ele correu para junto da Lurdes e do filho com uma alegria!...

Eu fui dos que passei mais tempo com ele. Porque passaram outros por casa dele, mas não residiam como eu, só de passagem.

Recordo a passagem que tive na compra de uma frota de camiões ao caminho de ferro, cerca de 18. Carros ele conseguiu pôr tudo a trabalhar bem com o material que havia em stock.

Depois, na nova serração, já no Namialo, junto à Ilha de Moçambique, onde havia praia e muito marisco. O Sr. Cordeiro – assim era sempre tratado e conhecido.

Foram bons momentos que se passaram com ele de 1971 a 1973 naquelas longínquas paragens de África.

Manuel Mirante


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