Recordar o Anacleto com a sua maneira bem disposta e o trocadilho das conversas é que nos faz criar grande saudade.
Recordamos os anos 1976-1979/81 – existiu um Grande Coral nas Cortes. As nossas esposas eram cantoras, nós acompanhantes! Nas actuações, com Grande sentido de humor, dizia o Anacleto: «Ó Quim, como nós somos poucos, é bom não ficarmos juntos. Eu fico aqui e tu vais para aquela ponta para, quando acabar a actuação, nós batermos palmas com toda a força para parecermos muitos e entusiasmarmos as outras pessoas a baterem palmas.»
Depois entrava a nossa discussão risonha de palavras trocadas: “Eu fico aqui e tu vais para aquela ponta». Eu obedeço mas, depois, és tu que papas o frango depois da actuação!
Dizia ele: «Depois, a ver vamos! As contas à Porto também se fazem em Leiria.»
Isto vem a propósito lembrar que, depois das actuações, em grande parte havia um petisco oferecido aos cantores, mas não autorizado aos acompanhantes. E, como tal, acabava a actuação e lá íamos nós em direcção a uma churrasqueira buscar o frango e íamos para uma das nossas casas comer e conviver mais um pouco e comentar o nosso ensaio de batermos as palmas, etc., etc.
Grandes tempos!... Grandes recordações.
Aqui fica um apontamento dos muitos bons momentos que marcaram a nossa Grande Amizade.

Joaquim Mirante Frazão


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