andre pereblackNasceu em Lisboa no ano de 1985. Viveu nos Marrazes, onde reside a família, e estudou em Coimbra. Autor, criativo, argumentista, humorista, guionista e escritor. Pós-graduação de Humor e Comédia na ACT - Escola de Actores  Humor e Comédia, formação no Instituto Superior Miguel Torga em Licenciatura e Comunicação Social e estudou no Teatro Comuna. Publicou o livro “Lágrima” pela Chiado Editora. Criou a iniciativa “O que te quero dizer”, cartas escritas numa máquina de escrever, do André para si ou para alguém a quem queira dizer sentimentos, em presença ou à distância e em palavras únicas. Argumentista no “Cinco para a meia-noite” da RT2 e nas Produções Fictícias. Autor de Stand up comédia. Participações na RTP1, RTP2, Diário de Notícias, Preguiça Magazine, Cidade FM, Antena1, Antena3, Super FM e participação em Curtas-Metragens, entre outras. Hoje, de acordo com o autor “mora na lua, cercado por letras, sonhos e inquietações. Vive da escrita e não sabe viver sem ela. Tem medo do escuro e do mundo, mas fecha os olhos para o sentir. E para o escrever”.

João Pires - Consideras-te um artista agitador/provocador?
André Pereira - Considero-me uma pessoa que leva muito a sério aquilo que faz.
Se isso agita ou provoca alguém ou alguma coisa, acho normal. Não há ninguém que não provoque reacções.

JP - Tens trabalhado no cinema, rádio e escrita. Qual o campo que preferes?
AP - A escrita é diferente em todas as áreas, sejam elas a rádio, o cinema, a televisão, o teatro, a literatura, a publicidade ou qualquer outra. Cada uma tem as suas características e o seu método.
Eu, como pequeno ditador das minhas ideias, prefiro a literatura. Sou eu que escrevo, sou eu que crio e interpreto os personagens, sou eu que lhes dou voz, sou eu que lhes escolho as roupas, sou eu que os filmo, sou eu que decido quando se muda de cena, quando chove, quando faz sol, sou eu que faço tudo. Custa mais, mas sabe melhor.

JP - O que achas da situação da arte em Portugal?
AP - O estado da arte parece ser sempre o pior. Parece que nunca há apoios, nunca há variedade, nunca há interesse, nunca há cultura, nunca há nada. Mas a verdade é que a arte também precisa dessa espécie de inimigo para existir. É por isso que, por muito mal que ela possa estar ou parecer estar, a arte é algo que não acaba. Agora, não faço ideia se a arte está bem ou está mal.

JP - A certa altura Dizes: “Medo. Fome. Mágoa. Vergonha. Solidão. Morte. Mal por mal, rimos.” Ris-te das tragédias para as exorcizar?
AP - Eu rio-me porque acho graça. Simplesmente isso. E acho que tudo pode ter graça. O medo, a fome, a mágoa, a vergonha, a solidão, a morte, tudo. Se eu achar graça, rio-me. Só isso.

JP – Há algum projecto em particular que te encontres actualmente a trabalhar?
AP - Sim, neste momento, estou a preparar o meu primeiro solo de stand - up comedy. Chama-se “Pensamentos, palavras, actos e omissões” e vai ter lugar no Teatro da Comuna, em Lisboa, no dia 18 de Junho, às 22h.

Nota do autor - Sinopse do espectáculo: A 18 de Junho de 2016, o André sobe ao palco do Teatro da Comuna para confessar a sua culpa, a sua tão grande culpa. Sozinho pela primeira vez, com alguma graça. Se deus quiser. André Pereira, alfacinha - marrazense de 31 anos, escreve, inventa e provoca emoções, sejam elas a alegria, a inquietação ou, talvez mais do que todas as outras, sim, muito mais do que todas as outras, talvez unicamente essa emoção, o desgosto. Diz a sua mãe. E diz muita gente. É também para a sua mãe e para essa muita gente, que o André estreia o seu primeiro espectáculo de stand - up comedy. Pensamentos, palavras, actos e omissões, a solo. Sim, sozinho, num palco, durante 50 minutos, mais coisa, menos coisa. Mais graça, menos graça. Mais desgosto, menos desgosto.


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