Rui Carreira é natural de Santa Eufémia - Leiria. Começou a estudar Direcção Coral com o Professor Eli Camargo em 1990. Paralelamente frequentou Cursos Internacionais de Direcção Coral em Espanha e Portugal. Frequentou de 1999 a 2004, o Curso de Direcção de Orquestra em Dijon (França) e de 2004 a 2007 os Estágios Internacionais de Direcção de Orquestra de Leiria, ambos sob orientação do Maestro Jean - Sébastien Béreau. Assumiu em 2006 e 2007 as funções de Maestro Titular da Escola de Música do Orfeão de Leiria. De 2006 a 2011 dirigiu os Workshops de Páscoa e de Verão para Sopros e Percussão da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML). Em 2008 dirigiu o 1.º Estágio de Orquestra de Sopros e Percussão, em Ponta Delgada, numa parceria entre a OML e o Conservatório local. Em 2016 dirigiu a obra “Au Bois de Cise”, do compositor Jean-Sébastien Béreau, no concerto comemorativo do XI aniversário do Ensemble de Palhetas Duplas, acompanhando no piano solo, Ana Telles. Fundou em 2007 o “CCC – Coro de Câmara Colliponensis” de Leiria. Desde 2002 que é Maestro da Banda Sinfónica de Alcobaça (BSA). É director artístico dos Estágios de Orquestra de Sopros e Percussão Sopros da AMA desde 2012. Com a BSA tem vindo a desenvolver uma intensa actividade artística e pedagógica que tem culminado na conquista de diversos prémios em concursos nacionais e internacionais de Bandas. Interpretou obras sinfónicas e coral/sinfónicas na gravação de vários CD’ s.  


João Pires - Quando iniciaste Direcção Coral com o professor Eli Camargo, já tinhas em mente dirigir uma orquestra? 
Rui Carreira - Recordando as horas passadas a tentar cantar uníssonos com os colegas aspirantes a maestros… nessa altura a direcção de orquestra, mais que um sonho, talvez fosse uma miragem.

JP - Que balanço fazes desde essa altura?
RC - É enorme a quantidade e variedade de projectos desenvolvidos, por isso torna-se difícil fazer um balanço. Desde o coro da Igreja Paroquial onde comecei, até às obras corais - sinfónicas, em todos os projectos tive de aprender, técnica e humanamente. É imprescindível estar sempre disponível para aprender.
A premissa foi desde sempre a mesma: quando surgem as oportunidades de melhorar a minha formação, tento aproveitá-las. Estudei direcção coral antes de ter coro para dirigir (depois apareceram diversos projectos corais), estudei direcção de orquestra antes de ter alguma vez dirigido um instrumento... e o resto foi acontecendo...
Tive o privilégio de ter muito bons professores, que caminharam, de facto, a meu lado, não me deixando parar. Balanço, tenho sido bafejado pela sorte, mas... será fantástico o caminho ainda a percorrer!

JP - Porquê a profissão de maestro? 
RC - Sou maestro, porque tenho um mestre!  Sou maestro, devido à enorme sorte de poder ter músicos à frente, completamente disponíveis, para tocar comigo. 
Sou maestro, porque existem sempre imensas pessoas nos bastidores a desenvolver os diferentes projectos e que são pares indispensáveis do meu trabalho.  
Sou maestro porque acredito que o resultado do dia-a-dia de estudo me ajuda a desenvolver de forma respeitosa a actividade que decidi abraçar - a música - e a partilhá-la com os que fazem de mim maestro - os músicos. E sou maestro pela riqueza da descoberta infindável que a abordagem a uma partitura nova ou revisitada nos pode dar.

JP - Disseste numa entrevista: “... os prémios são uma ambição, não uma obrigação...”. O que é mais importante para ti? 
RC - O mais importante é terminar cada série de ensaios e concertos, independentemente da sua natureza, com a sensação partilhada de que, respeitando o texto, ”dissemos alguma coisa” com a música tocada. 

JP - A direcção coral é equivalente à direcção de orquestra? 
RC - Tecnicamente tem alguns aspectos diferentes, mas o caminho e objectivos são exactamente os mesmos. 

JP - No mundo dos maestros, tens algum que destacaques? E planos para o futuro?
RC - Embora ele exista para mim porque existiram outros antes dele que me lançaram no caminho (…não é assim em tudo na vida?), o maestro Jean-Sébastien Béreau é muito mais que o meu mentor musical. Futuro? Agora! 


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