Forte aposta nos prémios, grande limpeza do rio Lis e aperfeiçoamento de alguns espaços evolventes à zona do evento fazem acreditar que este ano a 12.ª Regata de Jangadas das Cortes será uma das edições mais emblemáticas.
Sem esquecer a sensibilização para a importância da limpeza e manutenção do rio, a organização pretende dinamizar a freguesia e atrair milhares de forasteiros.

 

"Um dos melhores eventos da freguesia"
"Media - meios de comunicação" é o mote da 12.ª edição da Regata de Jangadas das Cortes. Prémios aliciantes, expectativas elevadas e grande envolvência de
entidades privadas e participantes marcam, desde já, a edição deste ano.
Sensibilizar para a limpeza e importância do rio Lis, dinamizar a freguesia e promover o exercício físico continuam a ser os princípios da organização.

É cada vez mais um símbolo da freguesia e um evento aguardado. A Regata de Jangadas no rio Lis tem crescido de ano para ano, conquistando cada vez mais público. “Media – meios de comunicação” é o tema escolhido pelo Centro Popular de Cultura e Recreio das Cortes (C.P.C.R.C.) para esta 12.ª edição, que se realiza a 4 de Setembro, e que promete bater records a nível de jangadas e visitantes. A organização, da qual fazem parte elementos que participam na iniciativa desde o início, fez uma grande aposta nos três primeiros prémios, investido financeiramente, e até então o retorno tem sido muito positivo.

O presidente do C.P.C.R.C., Luís Neto, considera que este é “um evento de excelência” que pretende “sensibilizar a população para a importância do rio e da sua manutenção, ao mesmo tempo que fomenta a prática de exercício físico e dá a conhecer a beleza da terra”.

A iniciativa conta com a ajuda de meia centena de voluntários, amigos e elementos do Clube, e o patrocínio de várias empresas da região.

Até então os prémios da Regata de Jangadas eram constituídos por bens materiais comprados pela associação ou oferecidos por empresas patrocina

 

Participantes aventureiros
É a primeira edição em que João Santos e Pedro Brito participam. Pela primeira vez preencheram uma folha de inscrição com o nome dos quatro participantes e da jangada e começaram a discutir ideias para a construção. Ambos assistiram à última edição e não quiseram ficar de fora da festa este ano porque se um achou “muita piada”, o outro achou que era uma “autêntica malucada”. A testarem a base, feita com ripas e bidons, no pequeno caudal do rio Lis, junto à capela das Fontes, confessam que querem retratar “uma pequena confusão que aconteceu na comunicação social nacional, mas em versão aldeia”. Com a previsão de muitas horas de trabalho e poucas de sono, admitem que vão “para a diversão e não para ganhar”, até porque têm “quase a certeza” de que “a jangada vai ao fundo quando descer a rampa e bater na água”.
Quem tem a certeza absoluta de que não vai ao fundo são os participantes das jangadas do Fernando Gaio e da Patrícia Leal. Vão participar pela segunda edição consecutiva, mas desta vez em jangadas diferentes. Há dois anos foram pais e filhos numa, mas este ano separaram-se as águas e, apesar de estarem a invadir a mesma garagem, são duas jangadas distintas. Os mais pequenos vão retratar formas de comunicação modernas, enquanto os graúdos vão representar uma importante forma de comunicação mais antiga, cada vez menos utilizada. Quem tem trabalho a dobrar são os mais velhos da família que, apesar do mais pequeno ripostar que não é bem assim, é sabido que dão uma ajuda importante na construção da base e na execução dos trabalhos mais pesados. “Não vão ao fundo! São leves e aguentam-se”, garantem eles enquanto olham de lado para as estruturas. Participam “por diversão”, porque “é fixe andar no rio” e porque “a última experiência foi muito boa”. Considerando “um dos melhores eventos da freguesia”, dizem não se importar com o trabalho todo que têm em construir a jangada e até admitem aprender com os erros. É que na 11.ª edição lembraram-se de participar no dia anterior e estiveram de volta da geringonça desde manhã até à noite.
Quem também já sabe que não pode começar a construir o que seja de véspera é José Bonifácio. Elemento da organização do evento desde há oito edições, já construiu mais de dez jangadas. Admite que se deixa sempre vencer pelo entusiasmo de construir e participar, mesmo quando pensa à partida não o fazer. “Tem muita diversão à mistura, muito convívio, e cria alguma competitividade, saudável e desafiante, entre colegas e amigos da terra”, justifica. Ideias não faltam e a base, “o mais difícil de fazer”, está sempre guardada para uma nova edição. No entanto este ano a estrutura vai ficar guardada na garagem e já construiu uma nova, mais pequena. Vai aventurar-se a fazer o percurso sozinho, ou melhor, com o companheiro Júnior, o cão, no cesto. A representar uma das formas de comunicação mais antigas de comunicação escrita, o desafio vai ser conseguir fazer todo o percurso, em especial concluir a descida, sem ir ao fundo.
Já batido nestas andanças está José Lopes. Marcou presença com uma jangada em todas as edições, antes com os filhos e agora com os netos. Apaixonado por construções e brincadeiras, diz dar-se a este trabalho por ser “uma carolice, como outra qualquer” por não “custar nada quando se tem entusiasmo”. Também ele confirma que o mais difícil na brincadeira toda é construir uma base resistente que flutue e histórias relacionadas com isso não lhe faltam. Se num ano construiu uma jangada com uma banheira, noutro utilizou poceiros e houve até uma edição em que fez um submarino que acabou por fazer jus ao nome, e afundar. Chegou a participar nas limpezas do rio e é com alegria que afirma que agora está mais limpo do que na altura e que este é um evento que já faz parte do calendário de eventos.

 


12 edições para a história

1.ª Regata: 6 de Setembro de 1998 – 21 jangadas e cinco barcos de borracha (velocid.)
Tema: (diverso)
Vencedores
Criatividade: “Naufragados”, das Cortes
Velocidade: “Esquadrão Canário”, da Reixida
Teve transmissão na TVI e na SIC (Portugal Radical). Ver também reportagem no Jornal das Cortes n.º 131 (12-10-1998).


2.ª Regata: 5 de Setembro de 1999 – 38 jangadas
Tema: “A jangada do futuro”
Vencedores
Criatividade: “Jyviper”
Velocidade: “Lusitânia Expresso”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 143 (11-10-1999).


3.ª Regata: 3 de Setembro de 2000 – 25 jangadas
Tema: “Os Descobrimentos”
Vencedores
Criatividade: “Vasco da Gama GT”
Velocidade: “BTT Riscos”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 154 (11-09-2000).


4.ª Regata: 9 de Setembro de 2001 – 38 jangadas
Tema: “A Reciclagem”
Vencedores
Criatividade: “Os Traquinas”
Velocidade: “CRS – Comando Recolha de Sólidos”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 167 (08-10-2001).


5.ª Regata: 8 de Setembro de 2002 – 20 jangadas
Tema: “Banda Desenhada”
Vencedores
Criatividade: “Spyder Team”
Velocidade: “CTV Rodinhas”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 179 (07-10-2002).


6.ª Regata: 11 de Setembro de 2005 – 28 jangadas
Tema: “Energias Alternativas”
Vencedores
Criatividade: “Etar Cortesense”
Velocidade: “Vitória”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 215 (03-10-2005).


7.ª Regata: 7 de Setembro de 2008 – 18 jangadas
Tema: “Bandas Filarmónicas”
Vencedores
Criatividade: “Filarmónica da Revisão do PDM”
Velocidade: “Seca Adegas”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 251 (04-10-2008).


8.ª Regata: 6 de Setembro de 2009 – 23 jangadas
Tema: “Profissões”
Vencedores
Criatividade: “Directamente da Teta”
Velocidade: “Seca Adegas”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 263 (10-10-2009).


9.ª Regata: 5 de Setembro de 2010 – 17 jangadas
Tema: “Desportos”
Vencedor
Criatividade: “Scuderia”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 275 (09-10-2010).


10.ª Regata: 9 de Setembro de 2012 – 23 jangadas
Tema: “Cinema”
Vencedor
Criatividade: “Titanic”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 299 (06-10-2012).


11.ª Regata: 7 de Setembro de 2014 - 23 jangadas
Tema: "Gastronomia"
Vencedor
Criatividade: “Bifanas do Lis”
Ver reportagem no Jornal das Cortes n.º 323 (04-10-2014).

 


Leia esta notícia completa na edição em papel do JORNAL DAS CORTES n.º346, de Setembro de 2016.


 


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