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 O que é?

Tendinite não é mais que uma inflamação de um tendão. Este processo inflamatório pode afectar vários tendões no nosso corpo, sendo que numa fase inicial a tendinite afecta essencialmente a parte mais externa do tendão, a sua bainha, podendo também designar-se por tenossinovite.
O tendão é uma estrutura que se assemelha a um cordão, constituído por muitas fibras de colagénio alinhadas, que servem para unir o músculo ao osso. Quando os músculos se contraem transmitem tensão aos tendões e estes por sua vez aos ossos e articulações, permitindo que estes se movimentem.

Onde pode ocorrer?
Existem locais mais frequentes onde as tendinites ocorrem como é o caso do ombro (tendinite do supra-espinhoso, bicipete, subescabular); cotovelo (epicontilite e epitroclite); punho e dedos (tenossinovite de Quervain); joelho (tendinite da pata de ganso, tendinite do tendão rotuliano); pé (tendinite do tendão de Aquiles); entre outras.

Que sintomas?
O sintoma mais frequente da tendinite é a dor, a qual por vezes se manifesta em repouso e na maioria das vezes aparece associada a certos movimentos. Esta é uma situação que origina muito desconforto e limitação nas actividades diárias. Numa fase aguda, a tendinite, sendo um processo inflamatório pode também estar associada a sinais como o calor local, vermelhidão e inchaço.

Qual é a causa?
Existem muitas causas possíveis para o aparecimento de uma tendinite. As causas mais comuns são os movimentos repetidos no trabalho ou em actividades desportivas, traumatismos, alterações da postura, alterações da estabilidade articular, neuropatias que conduzem a alterações musculares, entre outros. Nestas situações o tendão é sujeito a uma sobrecarga excessiva ou repetida, levando a lesão da sua estrutura.

Como tratar?
Para combater a tendinite, o nosso organismo tenta tratar a “agressão” causada ao tendão e desencadeia uma resposta inflamatória para tentar recuperar o “estrago”. A inflamação é, portanto, um sinal de que o nosso sistema imunitário está a lutar para recuperar a lesão. Assim, quando estamos perante um processo inflamatório agudo, o que devemos fazer é facilitar o trabalho de reparação do nosso corpo e actuar no sentido de controlar a resposta inflamatória para que esta não seja demasiado exacerbada. Nesta fase é útil a aplicação de gelo local (10-15 minutos no máximo e não directamente sobre a pele), repouso moderado (não fazer esforços), eventualmente tomar anti-inflamatórios sob aconselhamento médico.
Quando as tendinites não são tratadas de forma correcta podem inflamar as áreas envolventes e originar, por exemplo, ombro congelado, capsulites, rupturas musculares entre outras patologias mais graves e de difícil tratamento.
A Fisioterapia pode ser uma ajuda importante. O papel da fisioterapia passa por tentar alterar os factores que desencadeiam a tendinite. É necessário avaliar os hábitos posturais e gestos realizados no dia-a-dia, perceber quais as alterações posturais que podem levar à sobrecarga de alguns tendões, perceber se existem disfunções da coluna vertebral que podem facilitar as tendinites (devido às alterações de inervação e vascularização) e compreender se existem outras patologias associadas. Neste sentido a fisioterapia dispõe de diferentes técnicas de terapia manual, reeducação postural e educação do movimento que favorecem um melhor funcionamento articular, normalização das tensões, diminuição da dor, melhoria da vascularização e economia de esforço no funcionamento do nosso organismo.
Procure resolver o seu problema de forma correcta e eficaz. Não deixe de se aconselhar, procure o seu fisioterapeuta.


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