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Como foi receber a notícia de que viria para as Cortes?
Recebi a notícia em diálogo com o Senhor Dom António Marto, que me fez a proposta. Como nunca escolhi qualquer serviço na Igreja, e foram muitos aqueles em que já trabalhei, aceitei a proposta com serenidade, vontade de estar e fazer caminho com o povo, servindo o melhor que for capaz. Não pensei muito no difícil; pensei mais no como ajudar o povo, estando com os pés no terreno.

Como vê a vinda para esta paróquia? Como um desafio?
É mesmo um desafio… e grande! Como na minha longa vida já fui muitas vezes desafiado, mais uma vez aceitei. Não sei se é maior ou menor que outros. Será diferente. Encaro-o como um caminho a percorrer numa terra diferente das outras, mas que certamente me vai entusiasmar, mesmo que tenha que passar por momentos mais difíceis, que os há como em qualquer parte. Vou ter a preocupação de conhecer as pessoas, ouvi-las, estar com elas e acreditar nelas; e tudo isto procurarei fazer em complementaridade, em equipa.

Que desafios é que o sr. bispo lhe lançou para as Cortes?
É para mim uma alegria dizer que o Senhor Bispo confiou em mim… Não me deu conselhos. Vai e faz o melhor que fores capaz, disse-me. Senti nele um amigo e um irmão. É isso que eu quero ser com todo o povo, a quem tratarei sempre como amigos e irmãos. Quero criar um humanismo com qualidade no servir e no entender que todas as pessoas são diferentes: é a riqueza da diferença. Quero também dar continuidade ao que o P. Rui Acácio fez, embora com ritmo diferente e priorizando alguns aspetos pastorais.

O que achou dos primeiros contatos que já teve oportunidade de ter com a paróquia e os paroquianos?
Estou ainda a arrumar as coisas, quer as físicas quer as pastorais. Já descobri que é bom viver com estas pessoas, mesmo que nem todos pensem da mesma forma. Vou descobrindo o lado positivo de toda a gente, mas gradualmente. As pessoas desta paróquia têm muitas qualidades aliada à capacidade dialogante; mas sinto que é preciso desenvolvê-las mais. Uma coisa são as capacidades outra são as ações que delas resultam. Estou confiante e sinto que apesar das minhas limitações, até pela idade, caminharemos em comunidade, dialogando e entendendo-nos.

Somos uma paróquia de festas e convívios... embarca nesta aventura connosco?
As festas e convívios são um sinal de dinamismo das pessoas. Já estou neste barco e quero remar com todos, seja qual for a idade, a condição social, religiosa, lúdica, humana ou religiosa. Não tenho a mesma capacidade física doutros, mas tenho uma vontade enorme de a todos acompanhar, nem que seja um pouco mais atrás. Quero pedalar, sem ficar em último lugar. Prevejo dificuldades, contratempos e até mesmo discordâncias, mas anima-me o diálogo e a colaboração. Caminhar aceitando os ritmos diferentes e lutando todos os dias, no respeito por todos os que pensam de maneira diferente de mim.


O que podemos esperar de si?
A alegria de servir!
Desde o dia 11 do mês de setembro que estou no meio do povo, embora não tanto tempo como desejaria. É com alegria que sinto a vontade de caminhar com todos. Como disse no dia da minha entrada nesta paróquia, quero ter alguns objetivos concretos como pároco, que agora apresento por escrito:
1 – Viver convosco, no diálogo sereno e frontal, no olhar cada pessoa, seja qual for a sua idade ou condição.
2 – Criar comunidade, partindo dos grupos, conselhos, comissões, movimentos e serviços, ajudando a partilhar a vida uns com os outros e a viver como irmãos, neste espaço concreto do mundo, em que nos movemos.
3 – Nunca mandar, mas propor, alertar e trabalhar convosco em corresponsabilidade. Temos estruturas… para servir. Temos qualidades para partilhar. Desejo dar voz a todos, mesmo que por vezes seja algo incómodo.
4 – Promover a corresponsabilidade em todos os Centros de Culto, criando serviços e dando orientações mais comunitárias.
5 – Entender e viver a gradualidade da vida. Fazer cada coisa no seu tempo e com qualidade. O mesmo é dizer que nunca é possível fazer tudo de imediato e que a perfeição se vai construindo pouco a pouco.
6 – Estar atento ao ritmo da vida de todos e de cada um, a todos acolhendo como irmão, amigo e sacerdote.
7 – Aceitar cada zona com as suas características próprias. Cada lugar nem é cópia nem é melhor ou pior. É diferente. Sabendo que existem muitos valores nesta paróquia irei propondo a todas as pessoas que sejam cada vez mais unidas e solidárias.


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