bolinho

A tradição de pedir o bolinho foi novamente cumprida pelas crianças da freguesia das Cortes. Uma vez que no ano passado esta data deixou de ser considerada como feriado pelo Governo português, sendo suspenso, e também à semelhança desse mesmo ano, o característico «óh tia, dá bolinho?» só foi ouvido nas ruas no dia seguinte, no domingo, dia 2.

 

Centenas de crianças saíram à rua de sacola na mão e param de porta-em-porta para os encherem. Muitos pais fizeram questão de acompanhar os mais pequenos e também ajudaram na tarefa de gritar e carregar com os sacos de pano.
Se para muitas das crianças este é «um dia muito divertido» e representa «uma tradição muito antiga», para os pais acaba por ser um avivar nostálgico de muitas recordações. Há quem admita que nos primeiros anos o incentivo é dado pelos mais velhos mas que depois são as próprias crianças que pedem para ir, combinam com os amigos e até acordam mais cedo com a animação.
O 1 de Novembro é o Dia de Todos Os Santos, celebrado pela Igreja Católica, e há muito que é tradição pedir neste dia o «bolinho» ou o «pão por Deus». Uma acção com a simbologia da partilha e da entreajuda que continua bem viva na freguesia das Cortes e em alguns lugares vizinhos, ao contrário da maioria do país.

 

Filarmónica também amealhou
A Filarmónica das Cortes voltou a sair à rua durante toda a manhã para pedir o bolinho, como fez o ano passado. Vários foram os elementos da banda que se disponibilizaram para andar a tocar pelas ruas da Barreira e das Cortes, enquanto vários elementos da direcção recolheram o bolinho oferecido pelos habitantes dos lugares. Uma acção simbólica que visava recolher fundos para a Sociedade Artística e Musical Cortesense.

 

Uma tradição em mudança

É com um sorriso nos lábios que os mais velhos, donos de uma vasta sabedoria e com muitas vivências guardadas no coração, abrem a porta às gerações mais novas que se juntam para prolongar a tradição. As diferenças em relação «àquele tempo» já são muitas, mas o essencial mantem-se. É o que conta a cortesense Maria da Luz Carvalheiro, que viu o seu pai a dar «um tostãozinho» como bolinho durante muitos anos. Lembra que naquele tempo andavam sozinhos, não precisavam de ninguém, e que as ofertas eram um pouco diferentes daquilo que são hoje.
Recorda a mãe a fazer broinhas e bolinhos para dar às mulheres pobres que andavam a pedir, mas também dos tremoços que recebia e que ia comer pelo caminho e as maçãs, castanhas e nozes que enchiam o saco durante essa manhã. Em algumas casas também já era hábito dar dinheiro, mas «estas guloseimas» que se dão agora começaram a aparecer apenas mais tarde e em pouca quantidade. 

 

Veja as fotografias AQUI.


capa_nov.jpg

A edição em linha do Jornal das Cortes é actualizada a partir do dia 15 de cada mês.

 

Assine já o Jornal das Cortes ao clicar AQUI!

NÃO FALTE!

Sem imagens

Agenda de eventos

December 2017
Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
medicortesweb.jpg