São cerca de 15 pessoas que ajudam no combate à fome, fazem companhia e tratam de ajudar burocraticamente quem mais precisa na freguesia. Falta apenas mais ajuda por porte de mais gente jovem.

 

Cerca de quinze pessoas, entre os quarenta e os oitenta e poucos anos, reúnem-se mensalmente para melhorar a freguesia em que todos vivemos.
Fundada em 1953, a Conferência Nossa Senhora da Gaiola, da Sociedade de São Vicente de Paulo, já conta com 62 anos de histórias de pessoas mas, mais que nunca, precisa que a juventude olhe pelos conterrâneos.
Enquanto todos se preocupam com o que acontece à escala mundial, são muitos os que se esquecem da família vizinha… mas ainda não são todos. O Presidente da Conferência das Cortes, António Bernardo Ferrão, revela que o número de famílias na freguesia a pedir ajuda tem estado estável nos últimos meses e defende que “as pessoas estão muito sensíveis aos níveis de miséria, necessidade e fome”. Faltava apenas mais jovens para fazerem “coisas diferentes”, até porque na Conferência gostavam “mesmo de ter uma secção jovem”.
E é tão fácil (pelo menos tentar) ajudar. É isso que os Vicentinos fazem todos os dias por vários cortesenses. Através de donativos, do peditório anual, dos próprios Vicentinos e do Banco Alimentar de Leiria, a Conferência auxilia 47 famílias da freguesia, algumas bastante numerosas.
Mensalmente são oferecidos géneros alimentares para minimizar os estragos da fome, vindos do Banco Alimentar local, mas que “por vezes não chegam para distribuir por todos”. Uma acção trabalhosa para este grupo mas que não é a mais importante. Acompanhar e cuidar é o lema dos Vicentinos que, em cada lugar, aconselham e auxiliam quem mais precisa. Fazer companhia, levar alguém ao médico, ajudar a tratar de burocracias ou alertar as autoridades competentes para necessidades especiais, são algumas das tarefas que fazem com que este grupo ofereça alguma qualidade de vida, e por vezes alguma dignidade, a quem lhes pede ajuda.
Dinheiro não se dá, quanto muito podem ajudar com uma ou outra conta na farmácia ou uma renda de casa. Felizmente o presidente não conhece “casos extremos” de pobreza na freguesia mas alerta para o facto de existir muita gente a precisar de uma mão amiga.
Servir de intermediário com instituições maiores é também uma das funções da Conferência Nossa Senhora da Gaiola. Estão todas em articulação e por norma duas instituições diferentes não auxiliam a mesma pessoa para que a ajuda possa chegar a todos.
Em 2013, com o apoio da Junta de Freguesia das Cortes e da Associação Vespas à Nora, a Conferência tornou o Natal destas famílias mais aconchegado com a distribuição de um cabaz de Natal. No último Natal, de 2014, as ajudas já não chegaram mas, de forma a não entristecer a época, os cabazes foram novamente feitos com os géneros provenientes do Banco Alimentar e com bacalhau comprado pela própria Conferência.
O mais fácil nisto tudo é conseguir chegar até ao grupo. Em todos os lugares existem Vicentinos que podem ser alertados para situações novas, a quem se pode entregar donativos ou até mostrar vontade de fazer parte desta história. Além disso, o grupo pode ser encontrado nas reuniões, realizadas na sede na noite da última sexta-feira de cada mês. Donativos é coisa que nunca se recusa, nem tão pouco a vontade de ajudar.
A sede fica no Salão Paroquial uma vez que as Conferências habitualmente estão intimamente ligadas à religião católica, sendo que o pároco local costuma também ser o conselheiro espiritual do grupo, neste caso o Pe. Rui Acácio.  Futuramente haverá também uma loja social, ao lado da casa paroquial, onde se espera estar comida e roupa que seja doada.


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