Só nos dois primeiros meses deste ano já foram registados quase tantos óbitos como em metade do ano de 2014. Um número preocupante.

Já morreu imensa gente desde que 2015 começou. Só em Janeiro o pároco local registou sete óbitos, aos que acrescentou mais dois em Fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano faleceram nove pessoas, o que é preocupante tendo em conta que no ano passado, ao longo de todo o ano, só foram registados vinte e cinco mortos na freguesia. Todos os registos feitos este ano têm em comum a idade avançada dos falecidos, sendo que o mais novo tinha 77 anos e o mais idoso tinha 85 anos, o que retrata fielmente a pirâmide etária da freguesia que está cada vez mais invertida.
Estes registos de aumento dos mortos registados face ao habitual nesta época do ano é também uma tendência em todo o país, sendo que a Direcção Geral da Saúde já tornou público que no primeiro mês deste ano houve quase 3 mil mortos a mais que o ano passado, e que foram os números mais elevados desde 2008 (quando começaram a ser feitos estes registos mensais a nível nacional). De acordo com os mesmos dados publicados este mês, a mortalidade subiu mais entre quem tem mais de 70 anos e a causa apontada para estes números é o frio, que consequentemente leva a doenças crónicas, infeções respiratórias agudas e gripe.

Estaremos a ficar sozinhos?
Estes elevados dados de mortalidade com que a freguesia começou o ano, são apenas mais um indicador de que a freguesia caminha para uma fase de despovoamento. Lembramos-lhe, por exemplo, os números revelados nos relatórios dos Censos de 2011, que apontam para uma redução de 1,02% da população residente na freguesia das Cortes comparativamente a 2011. Em dez anos, entre os 4493 registados como habitantes Cortesenses, existiram menos 92 crianças com menos de 14 anos e menos 105 jovens entre os 15 e os 24 anos.
Positivos são apenas os números da população adulta e idosa, que não está a ser renovada ao mesmo ritmo pelos jovens. Entre 2001 e 2011 a freguesia ficou a contar com mais 68 pessoas entre os 25 e os 64 anos, sendo que o número de idosos com mais de 65 anos aumentou com 98 pessoas.
A juntar a estes dados, estão vários factores que influenciam a desertificação da freguesia das Cortes como a emigração de muitos jovens e adultos, o exôdo rural, o desemprego, o PDM que não permite a construção em muitas zonas, a urbanização de zonas envolventes como o Telheiro, os terrenos familiares que não são vendidos bem como as quintas e a falta de atractivos para a construção de novas moradias nesta zona. P.C.G.


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