Teatro ao domingo voltou pela décima quarta vez à Casa-Museu e muitos continuam a ser os pequenos fiéis que marcam presença em todas as sessões. A partir das quatro da tarde o auditório encheu-se de pequenos e graúdos que durante quase uma hora riram, ficaram de boca aberta e bateram palmas.

 

Este ano foram apenas três dias de inspiração e animação, na forma de peças de teatro, uma vez que o primeiro domingo foi dia de eleições e o Museu esteve fechado.

O primeiro domingo do programa, dia 11, recebeu o grupo Libélula Teatro que representou a peça “Comida Colorida, Estória Garantida”. “Os valores da amizade e uma alimentação saudável” estiveram na base da moral desta história, que levou ao palco improvisado uma “cegonha muito vaidosa que gosta de cantar e dançar martirizando os animais da floresta com a sua falta de talento”, um “coelho muito esperto” que se aproveitava a bondade da amiga cegonha para comer, bastando, para isso, elogiá-la e uma raposa que queria “comer sem trabalhar”, mas preferia comida de plástico à saudável.

No terceiro domingo do mês, 18, foi a vez de “Um conto de Reis” subir ao palco pelo Teatro Bocage. Uma peça baseada no conto infantil de Guerra Junqueiro, integrado no Plano Nacional de Leitura, onde se “aprende o significado da coragem, da generosidade e da sabedoria”, e de onde podemos tirar a lição de que “saber é poder”. Isto porque representa uma caminhada de João Pateta, que vivia feliz até ao dia em que foi à feira vender uma vaca e, no caminho, encontrou um fidalgo perdido na floresta. É confundido com um príncipe, por engano sobre ao trono, e depois passa por várias peripécias, tentando enganá-lo e aliciá-lo, pondo em risco o reino todo.

“O Cocó do Cão”, por Animateatro, chegou no último domingo do mês, a 25, e era das peças mais esperadas pelo nome apelativo que tem. A falta de zelo com os animais por parte dos humanos faz com que uma mosca fique indignada e comece a alertar para os perigos dos dejectos animais deixados em espaços públicos. Isso fez com que se juntasse a uma criança que brincava num jardim para alertar para esta situação.

Três dias de grande afluência, que conquistaram mais de 700 participantes, e que a deram imensa vida à Casa-Museu. O feedback dado à organização foi muito positivo e certamente continuará a ser uma iniciativa aplaudida por todos. Uma organização da Casa-Museu Centro Cultural João Soares, apoiada pelo Município de Leiria e a Fundação EDP.


Espreite as fotografias destes três domingos de teatro na página de facebook da Casa-Museu clicando AQUI.


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