A democracia teve a sua origem na Grécia. Um dos pilares que sustenta os fundamentos da nossa civilização. Mas como em tudo, os homens foram adulterando  de acordo com os seus interesses, muitos deles subterrâneos e contrários aos interesses do povo.
A democracia em que vivemos não é uma verdadeira democracia. É uma ditadura dos partidos e do poder económico. Esta democracia não passa duma farsa.
Recordo-me das listas de deputados que eram enviadas para Lisboa e das que vinham completamente alteradas.
Por estes e por outros factos virei as costas e afastei-me pois estava cansado de colar cartazes sem qualquer remuneração e só por amor à camisola, mas com gosto,  depois não nos escutavam, colocando nos primeiros lugares senhores que de Leiria nada sabiam.
Era um verdadeiro curso de activismo político e não como agora em que os Jotinhas não sujam as mãozinhas nas colas e tintas.
Não! Agora pagamos milhões a grandes empresas que fazem as campanhas.
Nós mobilizávamos e o povo é que pagava as deslocações. Leram bem? O povo pagava as despesas, deixavam o trabalho e iam para onde era necessário.
O PS  deu o exemplo de como se faz democracia.
Espero que para as legislativas continue e os outros partidos lhe sigam o exemplo.
Os deputados que não venham com desculpas de falta de tempo para legislar neste sentido, porque a maioria das vezes vejo cenas muito tristes na assembleia, Verdadeiro teatro por aqueles que foram eleitos pelos partidos e não pelo povo.
Ou querem que o povo continue a ser “um povo embecilizado resignado, humilde e macambúzio, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrador de dentes, a energia dum coice, pois que já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”, como já dizia Guerra Junqueiro e Eça de Queiroz?
Para mim a actual Assembleia não tem legitimidade democrática.
Quem disser o contrário vá pelo país e pergunte quem são os seus deputados e verá que dum modo geral ninguém sabe quem são os seus representantes na Assembleia.
Nenhum deputado devia constar nas listas de círculos donde não fosse natural ou não vivesse no mesmo há mais de “x” anos.
É preciso renovar o espectro político do país dando o poder a homens com sentido de estado e não míseros serviçais de partidos.
Os verdadeiros políticos sabem negociar e chegar a consenso que é o que nos tem faltado.
A pátria precisa de homens de consenso e não de acérrimos reis de bairros doutrinais.
Os políticos destes últimos anos têm as mãos sujas dos erros cometidos e não podem continuar a governar.