Estamos a iniciar um ano novo, que seja próspero para todos, pensar diverso continua, e continuará agradecido, à direcção do JC pela gentileza de coligir os seus textos, pena que poucos, muito poucos mesmo, dos colaboradores tivessem comparecido ao acto do lançamento, coisas que se esquecem, enfim, aí temos 2015 carregado de tudo. Mas, neste tudo, a esperança será de menos. Os impostos podem não subir mas serão criados novos, ano novo, imposto novo, o imposto verde, os nossos carros “velhos” deixarão de poder circular no centro da capital do reino, do império, agora, e ainda, por enquanto, do país, em breve, quem sabe, apenas capital de uma região pouco autónoma da EU, ou ainda menos, da UI (União Ibérica). Daí que não se deva esperar muita coisa de 2015, ou coisa nenhuma, salvo os ensinamentos que 2014 nos possa ter legado, dos quais se deve salientar a divisão de bancos. Não uma divisão matemática, de quantidades, mas uma divisão imaterial de qualidade: o bom e o mau. Desta divisão há duas lições a considerar. A primeira, mística, na antecipação que faz do dia de Juízo Final, que bem alto soaram as trombetas de Josafat, mas ninguém quis saber dos avisos, os maus não se converteram e foram separados dos bons. Também assim está prometido para o dia do Juízo. Por isso a divisão do BES é uma espécie de ensaio geral.

Já a segunda lição a extrair da divisão pouco aritmética é muito mais terrena, da qual pode resultar um precedente muito incómodo para muitos e bastante útil para alguns outros. Ora o que fez o todo-poderoso senhor dos bancos, perante a inépcia (ou malícia?) do gestor do BES? Fez como o Todo-Poderoso fará: os bons para um lado, os maus para o outro. Porém, o Todo-Poderoso pode fazê-lo, já o todo-poderoso talvez não o pudesse ter feito, ou, e eis o tal precedente assim criado: qualquer empresário deste país poderá, a partir de então, em caso de má gestão, por inépcia ou dolo, mudar os activos da sua empresa para uma Nova Empresa e deixar a caca passiva na Velha Empresa. E ninguém terá o direito de reclamar: o exemplo veio do todo-poderoso que assim o fez no Espírito Santo. Aproveite quem quiser e necessitar. Tem é que designar a criatura por Nova, assim como as estrelas, quando rebentam nascem as super novas.

Quanto a bancos, 2015 também promete, não um Novo Banco, mas um banco novo, baptizado de Fomento, com “o”, não queiramos queimar já o recém-nascido. Dizem que é um banco do Estado, de que estado não sabemos, se do bom ou do mau estado, uma vez que os do Estado andam sempre a apregoar que não têm dinheiro para nada, nem para a educação, nem para a saúde, nem para a solidariedade, nem para manter os transportes públicos, assim mesmo, públicos, mas para criar, amparar, amputar, enxertar bancos, o dinheiro aparece sempre.

Ficamos agora também a saber que se gasolina subir desta vez a culpa não é dos árabes, mas dos nossos carros velhos que gastam muito, mas podemos assacar a responsabilidade aos bancos que vão sendo tão bem geridos, por eles e para eles, que não conseguem emprestar-nos dinheiro barato para nos facilitar a compra de carrinhos novos a electricidade, que não polui a granel mas num sítio só.

Um Bom Ano para todos, com imposto verde, via verde e, acima de todos, o melhor dos verdes: o verde tinto e o verde branco.


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