Por vezes somos rápidos a julgar ou a tomar uma decisão sem conhecermos ou sem estarmos em posse de todas as informações.
Um político que já ocupou a presidência de uma das Câmaras mais importantes do nosso país, num programa de televisão, dizia que já não sabia se a opinião que tinha sobre determinado caso era a sua, formada em informações corretas, ou se era uma outra, formada pelos diversos fazedores de opinião da nossa praça.
A nossa opinião é muitas vezes formada pelos conceitos que anteriormente foram criados baseados em suposições, mas sem muito de concreto.
É mais fácil e mais comodo, certamente não o mais correto nem o mais sensato. Mas dá jeito e podemos “botar” opinião, não fundada nem fundamentada, sobre o que pensamos conhecer.
Sempre podemos dizer que já sabíamos, que sempre foi assim e se agora não é, pouco importa, porque, sem sabermos bem porquê, a nossa opinião é que está correta.
Estamos no início de um novo ciclo, importante para o nosso país e importante para nós, e do qual, em consciência, não nos podemos alhear.
Depois de anos de sacrifício em que todos fomos obrigados a contribuir, antecedidos dos anos de “vacas gordas”, só para alguns, está chegado momento de fazermos um balanço e darmos a indicação do caminho que queremos seguir.
É aqui que não podemos seguir com preconceitos ou ideias formadas em factos passados, ajuizando quem é melhor ou pior sem olharmos às circunstâncias do presente de forma a darmos uma contribuição consciente para a construção do nosso futuro.
As pessoas que pretendem assumir responsabilidades no futuro, e que por isso precisam da nossa aceitação, não são as mesmas do passado.
Por isso mesmo não podem ser colocadas todas no mesmo saco, com juízos e preconceitos enraizados que nada têm a ver com o presente.
Sei que é sempre mais fácil ir atrás das ideias já formadas do que escutar e formar uma nova opinião. Importante é formarmos a nossa opinião e decidirmos em consciência daquilo que queremos e não daquilo que os outros nos querem fazer querer.
Mudar a nossa opinião é sempre um acto incómodo, que pode obrigar a algumas justificações, mas é também um acto inteligente, de sabedoria e honestidade.


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