Vontade de chegar, saudades ao partir. Será certamente o culminar de um ano de trabalho, este voltar às origens. Certamente também, alguma nostalgia ao partir para mais um ano de trabalho. É assim o vai e vem dos emigrantes.
Longe, pensava eu, iam os anos sessenta, onde as pessoas se viam obrigadas a procurar noutros países os meios para uma sobrevivência digna da sua família. Mas verificamos que, nos últimos anos, suplantámos esses tempos com mais pessoas, principalmente os jovens, a serem “obrigadas” a partir porque não encontraram no nosso país qualquer alternativa de poder ter um trabalho digno.
Quando esta procura de outros países faz parte da aquisição de novos conhecimentos e experiências, esta saída é positiva e deve ser motivada. Agora, quando a mesma é forçada pelo abandono das responsabilidades sociais dos principais responsáveis governamentais, torna-se angustiante e difícil de entender para quem parte e para quem fica.
Sinto por vezes que esta nova vaga de emigrantes, como o foram no passado, são vistos mais como um produto exportável onde o mais importante é o valor das “remessas” que fazem para Portugal de modo a contribuírem para o equilíbrio “das contas do país”.
Porque, o país, numa negação à formação que lhes proporcionou, não soube criar as devidas condições para que possam retribuir o desenvolvimento da nossa sociedade, enquanto outras estão ávidas para os receber e se aproveitam dos conhecimentos que estes têm adquiridos. Perdem estes jovens, perdemos nós. Perdemos nós, ganham as sociedades estrangeiras.


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