No início de cada ano, todos nós, mesmo que não o digamos, tentamos formular os nossos desejos para realizar durante o ano que nasce. Eu tenho por hábito dizer que acredito no Pai Natal… é uma forma de dizer que acredito que o dia de amanhã possa trazer algo de bom para as nossas vidas.
Estes nossos desejos serão certamente mais ou menos conseguidos, se forem realizáveis e se nós trabalharmos para que tal aconteça. Afinal nada acontece por acaso, nem tão pouco o Pai Natal nos traz as prendas se para isso nada se fizer.


Sem iniciarmos a nossa viagem no sentido de realizarmos os nossos objetivos e apenas nos preocuparmos com as dificuldades que, por queremos lá chegar, irão surgir no nosso caminho, acredito que será muito difícil de darmos o primeiro passo. Creio ser importante pensar de modo diverso... Ou seja, por que não sonhar um pouco com a alegria e o prazer que nos são concedidos por conseguirmos a realização do sonho que tanto desejamos e iniciarmos a nossa caminhada reconhecendo que as dificuldades (talvez mais duras do que possamos pensar) servirão para aumentar a vontade e a força de chegarmos ao ponto que objetivamos?
Desejar é fácil. Lamentar porque não conseguimos, é triste, mas também é fácil, e ficamos passivamente a ver que alguns conseguiram mas não percebemos que muito pouco ou nada fizemos para o conseguir. Existe sempre um rol de questões e obstáculos que podemos apresentar para justificar o nosso imobilismo...
O primeiro passo cabe-nos sempre a nós e só nós o podemos realizar. E quando iniciamos a viagem de concretizar os nossos desejos, que no início de cada ano formalizamos, começamos logo por desfrutar o prazer de estarmos a conseguir, em pequenas etapas, a realização de algo com o nosso trabalho. E isso dá-nos a força para nos momentos menos positivos, que os há, conseguirmos ultrapassa-los sempre com a visão no objetivo que queremos alcançar.
Reconhecemos que o meio envolvente, que muitas vezes vive num meio de discussão de efeitos que se nos apresentam no dia-a-dia, não procura as causas que lhe dão origem, procurando assim os meios e as soluções para podermos ultrapassar os muros que nos vão sendo colocados. Mas também é verdade que teremos de ser nós, quando inseridos na sociedade e querendo fazer parte da mesma, a também trabalhar para que esta retifique o seu caminho ajudando a criar as condições às realizações dos “nossos” desejos.
Creio que vale a pena termos a voluntariedade das crianças, procurando tomar as dificuldades como desafios a vencer com a finalidade de criarmos um amanhã melhor. Porque vale a pena acreditar no Pai Natal!


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