Por fim parecem existir alguns indícios de que o bom tempo está a chegar, pelo menos livres do tempo chuvoso, mas não do tempo político.
É que nestas coisas do tempo nós já sabemos, (a tradição já não é o que era), que a seguir ao tempo de chuva e do frio vem tempos mais amenos e melhores. A Primavera e o Verão. São ciclos que conhecemos. O mesmo já não sucede com os tempos de crise, dos quais nos vão querendo fazer acreditar que são necessários para que possam vir tempos de bonança. Melhores.
Nos últimos anos temos assistido a uns adivinhos que apregoam, que depois de uns tempos de sacrifício, que a primavera já está a chegar, que já estão a melhorar e que podemos viver um pouco melhor. Isto é sempre assim quando os “actores” estão em fim de cena mas estão desejosos de serem autorizados a entrar de novo em cena.
Na verdade, assistimos estupefatos pela imputabilidade com que os principais autores da nossa sociedade se apresentam, como se de intocáveis se tratassem, sem a obrigação de responder pelos seus actos, mesmo quando estes colocam em causa toda a sociedade, perante a qual devem responder e serem responsabilizados.
E assim vamos, tropeçando todos os dias nos buracos, (crateras), do nosso sistema social e financeiro, onde somos obrigados a pagar a barafunda em que nos colocaram, mas que nos vão dizendo e afirmando a pés juntos que nós, (contribuintes), não seremos chamados a pagar um centavo destes desmandos.
Eu que tento perceber alguma coisa das contas do país, embora me sinta perdido com tantos visionários de um tempo melhor e com menos sacrifícios, sempre vou acreditando que os tempos próximos trazem alguma esperança. A Primavera começa a despontar.
Não que me importe de fazer sacrifícios contando que estes possam ser a base para tempos melhores e de um futuro com menos nuvens. É isso que espero encontrar nestes tempos primaveris, onde a natureza se renova com a esperança que esta influencie a renovação de vontades de quem prometeu conduzir-nos a tempos menos duros, tal como Moisés conduziu o seu povo através do deserto à terra de prosperidade, por vezes com revolta dos conduzidos mas, no fundo, contando sempre com a colaboração destes para atingir o fim prometido. É essa colaboração e trabalho que nos cabe a nós e onde devemos colocar o nosso melhor para lá chegarmos.
Resta-nos este tempo pascal. Tempo de renovação, de renascimento, de esperança, com a vontade com que sempre soubemos encontrar o melhor caminho.


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