Símbolo da nossa freguesia, onde, e quando atravessamos a ponte, nos deleitamos a apreciar o seu “teimoso” movimento de tirar água do rio, mesmo sabendo que esta volta ao mesmo sem nada fazer.
Segundo o poeta José Marques da Cruz, a nora chora no seu movimento lento aconselhando-nos a não chorar junto à mesma. Como esta parece que se ausentou para descansar um pouco das suas lamúrias, deixou-nos órfãos não para nos entretermos com as nossas lamúrias mas convidando-nos a procurar na nossa criatividade algo que possa trazer ao espaço que a circunda, mais vida para que ao voltar não se sinta tão só.
Se projetos existem e ameaçam ser realidade num futuro próximo no espaço da Quinta da Cerca, onde existe o único edifico pertencente à nossa freguesia, tais como o futuro posto médico, arruamentos, jardins e um novo passadiço que nos permite não sentir o choro da nora, mas sim as suas “canções” e “poemas” que suavemente vai recitando deliciando os seus “fãs”… Por que não nós ajudarmos, com um pouco do nosso esforço, tornando este espaço mais atrativo, mais dinâmico para delícia dos nossos jovens e um espaço mas colhedor para todos.
Todos os anos, o Munícipio incentiva os seus munícipes a apresentarem projetos no âmbito do Orçamento Participativo, que sendo selecionados são concretizados, independentemente dos orçamentos das juntas de freguesia. Actualmente, e como exemplo positivo de tal, a escola das Portelas, vai ter um novo espaço para os seus alunos que compreende entre outros um novo refeitório. A Associação de Pais apresentou a ideia, o Município aceitou e colocou à votação pública tendo ficado em quarto lugar e está já em concretização.
Há muito que se fala de uma praia fluvial nas Cortes. A Junta de Freguesia apoia a ideia, sendo apenas necessária a apresentação do projeto, que a ser selecionado e votado por todos os cortesenses e amigos das Cortes, se pode tornar realidade. Sendo que existe vontade de que este projeto se realize, apenas é necessário empenho dos cortesenses para que esta seja realidade e, certamente, algum trabalho para que tal aconteça.
Não basta lamuriar-se ou chorar junto à Nora de que nada é feito nesta freguesia. Se olharmos com atenção e com espírito criativo, verificamos que a Nora nos convida e nos incentiva a esta realização.
A Nora quer e vai voltar (o pinheiro que lhe dá forma já foi sacrificado para que esta tenha nova vida). Este é um convite para que deixe a sua lamúria e participe para que esta praia fluvial seja realidade.


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