A propósito da mudança de paróquia, parece-me importante esclarecer o sentido das mudanças que anualmente o senhor bispo faz na diocese. Elas são expressão da comunhão e da unicidade da igreja. O padre sabe desde o início da sua ordenação, que está continuamente ao serviço da igreja diocesana, onde e como ela o desejar. Por isso as nomeações são feitas de forma dialogada e com alguma regularidade. Como critério mais usual, as nomeações são feitas por um período de seis anos, podendo ser renováveis. Claro que para bem do padre e das comunidades é bom que estes tempos não se prolonguem em demasia. Faz bem mudar.
Quando se registam mudanças quase sempre somos tentados a procurar razões e procuramos sempre as mais improváveis, sobretudo quando não percebemos as mudanças. Em tempo de europeu, verificamos o mesmo com as escolhas e mudanças do treinador. Se um determinado jogar que achamos que deveria jogar, não joga, construímos de imediato em leque enorme de razões. E às vezes a razão é tão simples.
No caso dos padres, as mudanças têm a ver com as necessidades das comunidades. A Igreja está ao serviço dos fiéis, por isso quando o bispo decide fazer mudanças a primeira preocupação é o bem dos fiéis e das comunidades. Cada padre tem a sua maneira de ser, as suas caraterísticas, boas e menos boas. Em determinados tempos, por diferentes razões, as comunidades vão precisando ora de um estilo ora de outro. O ideal é que ao longo dos tempos as comunidades possam experimentar diferentes sensibilidades, diferentes caraterísticas, para que no final o resultado seja o mais completo possível.
As mudanças são, assim, benéficas para ambas as partes e correspondem a tentativas de encontrar melhores caminhos consoante os tempos e as épocas.
Vamos abrir o coração e neste sentido assumir como um bem as mudanças que Deus nos vai pedindo em cada dia.


56730576_2263891023650261_4367810035829440512_n.jpg

Agenda de eventos

Assine o Jornal das Cortes AQUI!

Por apenas 15€ por mês (nacional) ou 25€ (estrangeiro)

mobilWEB.jpg