A decisão da maioria dos cidadãos britânicos de abandonar a União Europeia em princípio agendada para o dia 1 de Janeiro de 2019, não é um assunto novo e está muito longe de ser um conflito de gerações como a seu belo prazer a imprensa, na sua ânsia de sensacionalismo tem noticiado, mas foi sim, o culminar de um longo processo onde depois da ilusão de um projecto Europeu que em 1973 prometia ao Reino Unido uma união económica de Estados Europeus assente num comercio livre, dentro dos ideais da justiça social e valorização humana, quatro décadas depois, o que os dirigentes da União Europeia tem estado a oferecer aos seus cidadãos, tem sido a promoção de uma ditadura financeira neoliberal que apenas tem manietado e hipotecado uma Europa que não tem sabido lidar com os fortes desafios que lhe tem aparecido por a frente.
Porém, qualquer analista político que acompanhou de perto essa campanha, certamente notou desde início, que independentemente do resultado final, a mensagem principal que esse referendo queria transmitir aos governantes que tem dirigido os destinos da União, era lembrar que a vontade do povo é sempre soberana e para além das políticas de “atamancar” que tem sido ditadas por Bruxelas, há outras formas mais eficientes de governar. Contudo, a vitória do “Brexit”, foi também uma séria advertência para todos os políticos Europeus, que tem ignorado ou desvalorizado, o peso de uma nova linguagem política que esteve presente nesta consulta popular, voltou a ser bem visível em França no Euro de futebol de 2016. Tem sido um pilar de suporte para o candidato Republicano à Presidência Americana e vai decerto, procurar colher dividendos com os referendos na Hungria e Itália no próximo mês de Outubro.
Com esta conjuntura de circunstâncias em curso, é fundamental que muitos dos políticos envolvidos neste processo de separação económica, demonstrem civismo e maturidade suficiente para compreender, que há procedimentos a cumprir que exigem serenidade e lucidez, tais como defender os direitos sociais recíprocos de todos os trabalhadores,” uma tarefa que deve ser acompanhada de perto por todos os sindicatos Europeus”. É necessário haver mais contenção e moderação em palavras e acções que muitas vezes tem tocado a raia da xenofobia.
É importante neutralizar os efeitos de uma imprensa sectária que vive a divulgar noticias sensacionalistas e cujo conteúdo nem sempre corresponde à verdade dos factos. Nunca ignorar, o poder mobilizador das redes sociais que mudou todo o paradigma humano de comportamentos e exigências e, depois de tudo, haver uma reflecção profunda de todos os Estadistas Europeus, para analisar todo este processo de cabeça fria e aprender a lidar com uma nova linguagem política que o referendo inglês nos deixou.


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