A (re)organização das freguesias é um tema que começa a aparecer como quase obrigatório ser analisado e discutido.

Se pretendermos embarcar nesta discussão sem uma análise profunda e séria, tendo por base só e apenas a nossa discordância do sucedido no ano 2012, então o tema destas discussões será mais adequado “a desorganização das freguesias”. Reconhecemos que essa dita reorganização foi efetuada sem atender a qualquer discussão das populações, e não só pelas atingidas, sem qualquer respeito democrático pela pretensão das mesmas, tendo como resultado perfeitas agregações contranaturas (se estas alguma vez possam ser apelidadas de perfeitas), tal como aquela onde hoje a nossa freguesia se encontra inserida.

Mas passar a uma discussão só porque não aceitamos o que nos obrigaram a aceitar, é dar razão à incompetência dos que estiveram na origem deste processo, para acabarmos por fazer, em sentido oposto, o mesmo que nos foi imposto.

Foi e é um processo de adaptação doloroso, mas isso também nos obriga, de uma forma racional a aproveitar esta oportunidade reconhecer as virtudes de tal reorganização, (se por acaso existiram virtudes) e do que foi verdadeiramente contranatura e mau.
Pior do que nada fazer, é deixarmo-nos levar por discussões e análises de grupos que desconhecem o princípio de solidariedade entre as diversas populações que esteve na génese da reorganização passada, e que hoje querem impor o seu ponto de vista, partindo do princípio redutor, do que é bom para nós tem de ser bom para os outros, sem por vezes escutarmos com atenção os interesses dos outros.

Uma vivência de três anos, dar-nos-á todas as informações necessárias a uma discussão para chegarmos a uma proposta fundamentada? Será que no cômputo geral das quatro freguesias agora agregadas, não existem casos positivos que devam de ser mais desenvolvidos e casos negativos que devam ser resolvidos?
Será que queremos voltar a ser uma freguesia sem depender de outros e sem associação com outras? E se associada, com quem e porquê? Já agora a outra que queremos integrar tem a mesma pretensão?
Se estas questões fazem parte do grupo de questões para as quais queremos obter respostas seguras e concretas, temos de conhecer como vamos enquadrar estas pretensões no todo nacional. Ou seja qual o quadro legal que está a ser estudada na Assembleia da República que permita “encaixar” as nossas pretensões.

A criação de grupos de trabalho nas nossas freguesias deve ser estruturado para fazer um trabalho de auscultação das diversas vontades e dos diversos interesses das população abrangidas, de modo a uma integração no quadro legal em construção, trabalhando e exercendo mesmo um poder de influência junto dos diversos atores políticos com capacidade de influência na construção na futura lei da reorganização.

A reorganização de 2012, foi cega e estupida, tem de ser colocada em causa e estudada para podermos propor novas soluções que estejam de acordo com as diversas populações. Nisso estamos todos de acordo. Mas para tal tem de haver a capacidade de diálogo, de cedências de modo a encontrar uma solução justa.

É nisso que temos de trabalhar para mostra que respeitamos as diversas vontades, sendo mais inteligentes.


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