Estamos já em fins de outubro / princípio de novembro. É gratificante irmos vivendo na comunidade, em renovação constante, embora com todos os condicionalismos próprios das situações que nos rodeiam e das circunstâncias que se nos deparam. Mas é bom fazer caminho.
Com a nossa experiência no quotidiano é interessante verificar que as pessoas que se isolam vão envelhecendo mais depressas e vão colecionando doenças. Por outro lado quem se dedica aos outros com otimismo e alegria, em disponibilidade interior, sente a alegria de viver e percorre um caminho que o torna feliz e aberto às realidades do nosso mundo. Fala-se muito de maturidade. Esta nunca se atinge. Prefiro falar em maturação, que é um processo constante, que nunca termina e que nos dá um dinamismo permanente e gradual. É esta maturação que precisamos de construir na nossa paróquia, tal com em todas as outras terras. Uma comunidade, que caminha, que luta, que se torna mais participativa, que planifica e avalia e torna as pessoas mais próximas umas das outras. Neste ambiente humano todos vamos amadurecendo e tornar-nos-emos capazes de construir uma família que colabora, que se entende e que participa, tendo em conta o ritmo pessoal, a idade, a cultura e as vivências de cada pessoa.
Uma paróquia jurídica é “uma certa comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, cuja cura pastoral, sob a autoridade do bispo diocesano, está confiada ao pároco, como seu pastor próprio”. (can. 515)
Nós queremos muito mais de que ficar numa realidade teórica. Por isso somos todos convidados a formarmos uma paróquia que seja uma comunidade: grupo dos que têm algo de comum, que aceitam a diferença, que abraçam as regras, que promovem as pessoas e o seu protagonismo, em voluntariado constante, que é sempre o melhor sinal duma verdadeira comunidade.
Assim surgem os Serviços e os Movimentos, que ao dar as mãos constroem a corresponsabilidade, a intervenção e o diálogo. Se todos aceitarem amadurecer todos os dias, a nossa paróquia será uma família onde cada um têm sempre um lugar e alguma responsabilidade. Que todos consigamos viver este espírito ao longo deste ano pastoral 2016 / 2017.
Termino com a palavra de D. António Marto: “Compreende-se que a comunhão não se reduz a um afeto vago, psicológico ou sentimental. É um modo de ser, de viver, de relacionar-se e trabalhar em Igreja, de construir comunidade cristã. Deve configurar um estilo e modelo de pastoral. Faz parte da santidade dos cristãos. Por isso, é necessário, antes de mais, cultivar o espírito de comunhão como dom de Deus, numa atitude de conversão individual e comunitária, com a consciência de que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Sl 126, 1).


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