A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que decorreu nos passados dias 18 a 25 de janeiro fez pensar os mais atentos às Igrejas cristãs. Em Portugal tem-se feito algum caminho ecuménico entre a Igreja Católica e o grupo conhecido por Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC), constituído pela Igreja Presbiteriana, a Igreja Lusitana, a Igreja Metodista e mais recentemente a Igreja Ortodoxa.
Foi a Igreja Católica que deu início ao Fórum Jovem ecuménico há quase vinte anos. Um grupo de jovens e adultos, em que eu próprio dei o primeiro passo na constituição duma equipa ecuménica, que ainda hoje continua a caminhar bem entre os mais novos. São sinais hodiernos de vitalidade na união entre os cristãos e que o nosso Papa Francisco tanto tem incentivado.
Um dos lemas base que tem sido motivo para o caminho já percorrido é: olharmos e fixarmo-nos mais no que nos une, para podermos mudar o que nos separa; desafio este dirigido a todos nós que somos católicos. Há que olhar para o essencial e o fundamento de todas as igrejas cristãs, que é Jesus Cristo. Quanto mais nos unirmos mais fortes seremos porque Ele é o centro vital. Não se trata de ver quem tem razão ou quem tem culpa. É um caminho de respeito mútuo, de diálogo e de dar as mãos perante todos os valores da vida e do evangelho.
Vivemos num mundo plural que nos chama a uma comunidade de vida que começa pelo entendimento no diálogo e na relação humana, que a faltar só destrói as pessoas e as comunidades. A nossa Igreja terá que ser “igreja comunhão, relação, serviço, acompanhamento”, que representa em situações históricas concretas o Deus da relação, o Deus que em seu Filho, Jesus Cristo, se torna servo e companheiro de caminho da pessoa humana em todas as situações do dia-a-dia.
O ser cristão todos os dias, não apenas pontualmente, exige de cada um esforço de comunhão e de entendimento mesmo pensando de maneira diferente. É um caminho em processo permanente e nunca acabado. Assim observou o Papa Francisco há poucos dias: “quantas vezes até nós seguimos Jesus por algum interesse, por alguma coisa, porque é conveniente”. Com efeito “a pureza de intenção é uma graça que se encontra caminhando: o importante é seguir Jesus, caminhar com Jesus”.
Houve ocasiões no tempo de Jesus, afirmou o Papa, nas quais o povo o queria fazer rei, porque pensava: “Este é o político perfeito e com ele as coisas correrão bem, não haverá problemas”. Mas “o povo errava ao pensar assim. E, com efeito, Jesus foi-se embora, escondeu-se. Mas também é verdade que Jesus deixava sempre que o povo o seguisse com esta pureza de intenção não total, imperfeita, porque sabia que todos somos pecadores”.
Na realidade “o problema maior, insistiu Francisco, não eram aqueles que seguiam Jesus, mas os que ficavam parados, os homens parados, que estavam, na margem do caminho, olhavam, sentados”. Marcos, no seu Evangelho, escreve precisamente que “estavam ali sentados alguns escribas”, os quais “não seguiam Jesus mas olhavam da varanda; não caminhavam na própria vida, “varandeavam” na vida; nunca arriscavam, só julgavam: eram os “puros” e não se intrometiam. E também as suas opiniões eram categóricas”.
Se hoje ser cristão é um risco, porque nem sempre compreendido, é também uma prova clara de quem quer acertar e servir os outros, olhar a vida com transparência e com a lógica de Deus, que acompanha os retos de coração.


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