A paróquia das Cortes continua a celebrar as festas religiosas, como o faz todos os anos. No corrente ano, umas já se celebraram outras estão para acontecer; e podemos dizer que muitas são. São sempre momentos religiosos, culturais, de convívio, de partilha e de encontro entre as pessoas, para além da gastronomia e da parte lúdica. E é ao longo do vale do rio Lis que nesta terra de bons e aprazíveis locais acontecem estes momentos festivos. E esperamos que no futuro as Cortes tenham no puzzle do país uma das peças melhores, que devemos valorizar mais.
As festas, que têm sempre como centro, embora muitas vezes mais teórico, Jesus Cristo, Nossa Senhora ou outros santos, que habitualmente são os Padroeiros, celebram as suas vidas e os seus exemplos; o que deveria manifestar mais dinamismo cristão das comunidades. Há sempre caraterísticas que definem o povo, há momentos que apresentam a vida duma terra: é a manifestação da criatividade e do bom gosto das pessoas que também mostram um certo orgulho nas suas originalidades.

Nas festas religiosas podemos definir dois objetivos, que deveriam ter-se sempre em conta, devido à originalidade e ao fim específico para que foram criadas:

1 - Sendo norteadas pelos princípios doutrinários desenvolvidos pela Igreja e que se fundamentam na fé, é de promover e estimular o culto a Deus e aos Santos, constituindo assim uma maneira de manifestarmos publicamente a fé, quando ela é autêntica.

2 - Para além deste valor e objetivo fundamental, as festas deverão ser ainda uma ocasião privilegiada de encontro fraterno para as pessoas que as celebram e de acolhimento amigo a todos os que nesses dias nos visitam. Os laços que vinculam as pessoas umas às outras podem estreitar-se por ocasião das festas religiosas. Também este é um valor a promover.

Perante estes objetivos podemos afirmar que as festas exprimem a cultura e tradição dos povos, tanto pelas cerimônias festivas como pelos rituais religiosos. Essas celebrações reafirmam laços sociais e têm raízes que aproximam toda a gente, movimentam e resgatam lembranças e emoções. Todas têm características semelhantes mesmo com pormenores diferenciados, como são as manifestações do canto, da dança, da música e das cerimónias religiosas, algumas de grande valor. As festas populares e religiosas traduzem a cultura popular, a linguagem do povo e tudo que dele nasce com a sua vida.

Quanto à nossa paróquia das Cortes saliento mais alguns objetivos, que, se forem bem desenvolvidos, a todos enriqueceriam:

1 – As nossas festas podem criar uma união ainda mais forte entre todos os centros de culto, aproximando-nos cada vez mais uns dos outros, numa complementaridade sadia e construtiva, que faz bem a todos os grupos etários.

2 - O convívio são recria em todos uma alegria, uma partilha e uma forma de melhor nos conhecermos e respeitarmos. Por isso é bom incentivá-lo cada vez mais.

3 – A Eucaristia festiva é sempre um momento religioso e cultural, que pode ser melhorado: Ele é o momento mais importante duma festa religiosa. Assim poderá ser mais participado.

4 – A procissão deve ser a manifestação da elegância, da estética e da religiosidade que são a alma dum grupo que aí manifesta a necessidade de caminhar em comunidade, com equilíbrio, com gosto e com fé. Dá gosto ver uma procissão festiva bem organizada.

Atrevo-me a propor ainda algumas formas de vivermos melhor as festas com mais naturalidade, saúde, equilíbrio e alegria dialogante:

1 – Para que possa haver mais convívio e diálogo seria ótimo que os sons metálicos baixassem a sua intensidade, pelo menos em certos momentos; caso contrário, como tantas vezes acontece, ferem fisicamente e impedem o estar uns com os outros duma forma natural e sadia; e muitas pessoas afastam-se.

2 – Sendo festas religiosas era de desejar que se programassem outros momentos de celebração, de formação e de cultura, para além da Eucaristia festiva do domingo e do simples arraial.

3 – Finalmente a comunidade é convidada a aceitar as regras ou normas, venham da Igreja ou do civil, que só ajudam na boa organização e segurança. Todos lucram com isso e a ordem e o bem-estar de todos será conseguido.
Continuemos com as festas e façamos delas espaços de celebração da vida e da fé, de descontração e de encontro sadio.


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