A reorganização das freguesias foi o que, em linguagem popular, se pode chamar um “guisado sem sal” cuja nota dominante se saldou num processo cozinhado à revelia das populações que, em muitos casos, procuraram elevar as suas vozes, alertando os responsáveis do governo central para os inconvenientes de um procedimento com esta envergadura ser feito demasiadamente acelerado, mal elaborado e cujos cálculos em termos de contenção de despesas não nos parece terem sido muito significativos.

Um motivo que tem levado os nossos governantes a manterem a boca bem fechada sobre esta matéria, e um sinónimo que os ovos todos postos debaixo da mesma galinha não produziram a ninhada desejada e apenas gerou um jogo de interesses que feriu as regras democráticas que regem o poder local. 

Porém, neste ano de eleições para as autarquias, era muito positivo para as populações das freguesias que perderam a sua autonomia, fazerem uma reflexão profunda e um balanço de todos os ganhos e perdas que este facto causou e em circunstância alguma baixarem os braços para reivindicar os seus direitos e as aspirações dos seus cidadãos. Em todo este contexto, era muito bom para todos nós, Cortesenses, se nestes próximos meses que nos separam de um acto eleitoral (que é, sem duvida, o mais importante dentro do nosso sistema politico), que houvesse na nossa comunidade uma união de esforços para se enveredar por uma via no sentido de estudar e definir estratégias ambientais a curto ou médio prazo. Desenvolver um plano estratégico para se proteger e melhorar a qualidade de vida das populações de todos os lugares da freguesia para se evitar a todo custo que os nossos recursos naturais, que são valiosos e um pulmão precioso de vida, se transformem de um dia para outro num privilégio reservado apenas para uma classe de potentados que, a navegar numa onda de novos ricos, tem em muitos casos, expropriado e delapidado por todo o país.

Um património que por direito natural devia ser protegido e destinado para o bem estar colectivo de toda a comunidade e não apenas transformado numa coutada de uma minoria que protegida muitas vezes por interesses abstractos, acaba por ser nociva para a maioria dos cidadãos.


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