Estamos mesmo na viragem do ano. Está a começar o 2018. É bom porque estamos vivos e queremos caminhar neste tempo repleto de contradições, de ambiguidades, mentiras camufladas e de tantas fragilidades… mas também com a frontalidade de tantos valores, enormes projetos, criatividades que nos edificam, como viventes de agora! A grande maioria dos homens e mulheres de hoje sabe conduzir e tem a preocupação de o fazer bem. Também eu gosto de conduzir e ver conduzir com qualidade. Se entretanto me acontece (e não fujo ao normal) ter qualquer atitude menos própria, logo a consciência me chama ao equilíbrio, para bem meu e dos outros.

Chego à conclusão que o importante é usar bem o acelerador e o travão coordenado pela capacidade de atenção aos reflexos e ao jeito, não esquecendo o olhar bem e a perícia nas mãos. Se acelero muito, tarde ou cedo despisto-me. Se estou sempre a travar, o carro não desenvolve e manifesto falta de perícia e de experiência. Se tudo fizermos para uma reta e boa condução evitaremos despistes, feridos e até mortes. Assim é a nossa vida. A carta da boa condução da vida chama-se vontade criativa da verdade objetiva; e para os crentes a fé pode ajudar imenso, como faróis a iluminar bem o caminho que vamos percorrendo.

Ver bem não é apenas uma questão de visão física mas uma atitude de busca incansável da retidão, do não olhar apenas para o umbigo, mas alargar os horizontes humanos, sociais, políticos e religiosos, conduzindo o carro do trabalho, da cultura, do crescimento afetivo, sempre ao encontro dum mundo plural a descobrir gradualmente. Precisamos de ver melhor, olhando os outros que percorrem o mesmo caminho que nós, vivendo a relação humana numa vocação natural e comunitária.

Neste fim de ano somos tantas vezes questionados: como gostaria que fosse o novo ano! Para mim não é fácil uma resposta acertada e oportuna. Não consigo responder, muito menos buscar a resposta nos signos, na astrologia ou outros semelhantes. Prefiro antes dizer o que posso fazer e qual é o meu trabalho neste mundo e como posso conduzir o meu carro (vida), diferente dos outros, mas importante para mim e que posso pôr ao serviço dos outros. Gostaria de desafiar todos os de boa vontade a sermos oferta uns para os outros, nem que essa oferta seja apenas o respeito e a consideração mútua.

Que o 2018 seja para todos nós uma chuva abundante de verdade objetiva na vida de cada um, de ajuda mútua e de criatividade num estar atento, dialogando e servindo em todos os espaços da vida, que queremos conduzir bem.

Para todos um Bom Ano, bem conduzido por todos os responsáveis e recheado de mais condições de vida, mais partilha, mais qualidade no trabalho e mais voluntários nas comunidades.


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