Durante três décadas em que estivemos ligados ao movimento sindical era frequente, em muitos contractos colectivos a que assistimos, principalmente quando estavam em cima da mesa propostas para a revisão salarial, os dirigentes sindicais lembrarem a todas as partes envolvidas nesse processo negocial, que as necessidades básicas do estômago de um trabalhador são precisamente as mesmas de qualquer outro ser humano, independentemente do seu lugar na hierarquia social. E, muitas vezes, depois de longas horas de negociações laborais, todos os negociadores eram unânimes em concordar que os resultados de muitas injustiças na distribuição de rendimentos apenas serviu para criar favelas e bairros de lata com todos os inconvenientes sociais que ninguém gosta de ter por perto.

Porém, o panorama laboral é um mundo muito complexo e vulnerável a muitos elementos económicos e sociais, onde muitas vezes é necessário usar uma mão firme e uma linha de orientação sólida para evitar manipulações de cariz sectário que, em muitos casos, pouco ou nada têm a haver com os reais problemas ou interesses superiores dos trabalhadores, quebrando apenas, a via de diálogo, desperdiçando tempo e energias necessárias, para as organizações sindicais defenderem mais efectivamente toda a massa laboral.

O Fórum Económico Mundial realizado em Davos, em Janeiro de 2018, trouxe também consigo uma noticia alarmante que deu a conhecer a todos que, de toda a riqueza produzida a nível global em 2017, 80% ficou nas mãos de apenas 1% de toda a população mundial. Este acontecimento preocupante e muito grave, com todas as consequências que esse facto vai ter na vida colectiva de todo o planeta, merecia ter uma profunda e séria reflexão de todos os Estadistas com responsabilidades de governação dos respectivos países e um amplo debate nas Nações Unidas sobre o caminho que está ser facilitado e trilhado por uma globalização selvagem não regulada que se transformou, em poucos anos, numa autentica ave de rapina sem barreiras nem fronteiras, onde os lucros se sobrepõem a toda condição humana. São estas as grandes transformações sociais deste Século XXI que exigem também uma acção concertada de todas as forças sociais, politicas e religiosas para denunciar e ajudar a corrigir estas práticas económicas bárbaras que, num futuro não muito distante, podem vir ser uma jornada de luta prioritária de todas as organizações sindicais cuja missão é defender a dignidade de vida das classes trabalhadoras mais desfavorecidas.


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