No último jornal das Cortes eu escrevi que no nosso País, existem dois países: o País dos Ricos e o País dos Pobres. Agora deixem-me, por favor, dizer-vos alguma coisa, sobre algumas coisas, que me apoquentam no País dos Ricos.
Não me preocupa a riqueza dos bons empresários de sucesso, que criam muitos postos de trabalho, e contribuem para o desenvolvimento e para a riqueza do País, a não ser aqueles que pagam mal e maltratam os trabalhadores e enriquecem à custa de quem os serve.

Preocupa-me e muito, o dinheiro que é obtido ilicitamente e escondido em bancos estrangeiros ou em offshores delapidando o País. Preocupa-me a facilidade e a impunidade com que alguns ricos assaltam bancos, assaltam empresas, assaltam o próprio Estado, e juntam para si próprios uma boa parte do dinheiro que deveria servir a todos, e ainda por cima tornam esse dinheiro inútil, porque não geram empregos e não concorrem para o desenvolvimento do País.
Nesta altura volta a circular pela internet, um dos exemplos dos devedores de grandes somas aos bancos e que não mostram intenção de pagar, com o título: «Falta muito para prender Berardo?» E acrescenta: «A Fundação (duvidosa) que lidera deve mais de 990 milhões de euros, e na CGD deve cerca de 500 milhões, na maior das descontrações como quem deve apenas um café na pastelaria da esquina. Aliás, sempre que vem o seu nome à baila, as dívidas são sempre de vários milhões sem que isso chamusque a sua imagem de empresário de sucesso (???). Mas anda tudo doidinho da cartola? Assim, qualquer nabo era um bem-sucedido empresário, não?!»

Dá para perceber que este é mais um dos grandes devedores responsáveis pelo enorme buraco da CGD. Só não se percebe é por que é que ninguém lhes pede o dinheiro.

O texto anterior continua a explicar: «Ora é claro que para isto ser possível tem de haver gente por trás destes metralhas a protege-los com unhas e dentes... Daí o milagre impensável da união das três esquerdas de Portugal – PS, PCP e BE, em boicotar e, consequentemente, ARQUIVAR o inquérito à CGD que pretendia tão-somente clarificar, sinalizar e condenar os responsáveis pelo buraco gigantesco em que certos devedores mergulharam este banco público, e que obrigou o Estado a injetar 5 mil milhões de euros para tapar prejuízos das imparidades.»

A isto chamo eu – a própria Assembleia da República a assaltar o Banco Público, a Caixa Geral de Depósitos e já nem isso me espanta. Só não entendo é como é que o Bloco de Esquerda e o PCP tão contrários aos golpes dos capitalistas, tão puros na defesa dos pobres e dos trabalhadores, aceitaram fazer aliança com o PS, para aprovarem a eliminação de provas contra quem roubou a CGD.
Termino com uma última frase do texto que tenho vindo a citar: «Porque há segredos que não querem que sejam revelados, logo, comungam das mesmas práticas totalitárias de um regime que há muito deixou de ser democrático. O arquivamento à CGD é a maior prova de que estamos perante gente que se serve do Estado em vez de o servir como é seu dever.


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