A reorganização do poder local levada a cabo por o Governo anterior, nunca se pode dizer que foi um trabalho perfeito ou uma forma democrática de respeitar a vontade das populações porque, foi um processo feito aceleradamente onde, a opinião popular em muitos casos não foi tomada em consideração. Contudo, esta extensa união de Freguesias que uniu no mesmo sentido administrativo Leiria, Pousos, Barreira e Cortes a médio ou longo prazo se for bem administrada e posta ao serviço do interesse colectivo, pode acabar por ser benéfica e melhorar a qualidade de vida das populações porque, há projectos com uma determinada envergadura que só uma freguesia com um significativo numero de habitantes tem uma margem de manobra mais folgada para negociar com o Município, o fornecimento de bens e serviços com um escalão de preços aceitáveis, aliviando dessa forma a pesada carga fiscal que tem sido lançada sobre os ombros dos contribuintes.
A freguesia das Cortes tem características naturais únicas, que localizadas apenas a alguns quilómetros de distancia do coração da cidade de Leiria, mereciam ter um estatuto de interesse publico muito mais bem definido, uma classificação especifica que permitia aos nossos autarcas criar um projecto piloto de desenvolvimento económico da nossa terra conjugado com uma preservação ambiental concertada e sustentável dos nossos recursos que aliados ao facto de estar-mos na preferia da cidade, dava também para elaborar um plano a médio prazo, para criar uma rede de transportes públicos ecológica com capacidade de resposta, para servir o maior numero de habitantes das zonas rurais. Há também, uma necessidade urgente de construir passeios nas bermas das estradas municipais que ligam os diversos lugares da freguesia que actualmente, não oferecem o mínimo de segurança para quem se desloca a pé. Temos depois a triste e famosa Estrada Principal que vai de Leiria ao Reguengo de Fetal que já há muitos anos merecia uma requalificação que tem tardado e podia ter evitado já alguns acidentes mortais, o que justifica plenamente, não só um passeio como também, uma ciclovia junto dessa via de comunicação, para encorajar a prática de ciclismo e de outras formas de ocupação das horas de lazer cumprindo dessa forma o adágio popular” Mente sã corpo saudável”.
É necessário olhar para o Rio e ara a Serra com um olhar diferente não como um património de ninguém, mas como um bem precioso para todos que urge respeitar e preservar na sua forma genuína e natural.
Contudo, a grande e nobre missão dos nossos Autarcas de futuro não se resume apenas a estas tarefas caseiras, é necessário usar também a perspicácia para lidar com outras decisões e directrizes superiores, onde nem sempre o poder legislativo que é frequentemente dominado e manipulado por interesses económicos, políticos e partidários, é coerente com as aspirações das populações, cuja vontade soberana e democraticamente expressa nas urnas de voto, deve nortear a voz e a força do poder local na defesa dos interesses sociais e económicos de todos os cidadãos.
Justino de Jesus Justino


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