O PDM não é mais do que um novo Foral outorgado aos Leirienses pelo seu senhor, a CMLeiria.

Estamos em plena discussão da proposta do PDM de Leiria. Na sessão realizada pela ADLEI no dia 3 de Julho muito se discutiu, mas muito falta ainda discutir, pois este novo Foral que será outorgado aos Leirienses, talvez esteja muito longe do que eles gostariam de ter do seu senhor, a CMLeiria. Senão vejamos, em relação as veigas dos nossos rios:
A “veiga do Lis esta doente”, mas devemos dar igualmente atenção os outros cursos de água como o do Lena, da Azoia, etc. Até agora constatamos a “falência das governações nacionais e locais” pois é notória a degradação destas áreas. Sabemos como os proprietários das terras nestas veigas não tem referências, nem indicações, nem meios, nem sabem o que será o seu futuro. Sonham talvez com um PDM pois pode ser “que passe pelas suas terras” o que passou pela veiga das Almoínhas, onde se encontra hoje a Nova Leiria.
Os agricultores, que cultivam ainda estas terras, têm enormes problemas em o fazer, pois estão á beira de uma cidade e têm vias de comunicação que atravessam as suas terras. O cidadão de Leiria, que vive paredes meias com uma propriedade agrícola, ou que passa numa via de comunicação, detesta cheiros, detesta ver espalhar estrume, etc., enfim “detesta quaisquer moscas, ou cheiros”, que lhe possam entrar em casa. Mas o leiriense adora ver um prado verde com alguns (não muitos) animais a pastar e com algumas árvores que bucolicamente se possam espraiar nas propriedades circunvizinhas aos prédios que habita (e por onde ele possa passear);
Claro que os agricultores destas veigas estão interessados em cultivar qualquer coisa que dê rendimento e que lhes permita viver e justificar aos seus descendentes que vale a pena manterem os terrenos. O abandono do cultivo de muitos dos terrenos prende-se com a falta de rendimento do seu cultivo.
Consequentemente, é urgente a criação de condições de salvaguarda deste espaço único, incentivando a sua utilização num modelo ambientalmente sustentável, mas sem o transformar numa “reserva” onde, junto a Leiria, os leirienses se possam deslocar para ver, como o fazem num Zoo, vendo como era, ou como se vivia antigamente. O PDM em discussão nada diz sobre este tema, pois foi elaborado com vista a um desenvolvimento económico que não passa pela agricultura e por técnicos que nunca “sujaram as mãos”.
Mas o PDM apresenta simplesmente as Plantas de Condicionamentos, da REN, da RAN, dos Corredores Ecológicos, das Zonas de Importância Arqueológica e das Zonas Inundáveis, que são somente condicionamentos à atividade dos agricultores e que as dispensariam. Nem eles necessitam que façam estudos, e desenvolvam projetos sem os envolver. Ou preparando a atribuição de subsídios, quando eles só pedem que lhes dêem meios de não perder dinheiro, enfim de viver. Não indo somente visitá-los para os taxar, impedir de utilizar máquinas, etc. Que os ajudem a continuar a viver das suas terras, apoiando e facilitando a apreciação das suas propostas agrícolas, é o que eles pedem.
Poderíamos ainda falar da atividade florestal, tão maltratada, ou da agricultura em geral, ou ainda sobre a pecuária, pois não conseguem a visibilidade dada à suinicultura na proposta do PDM. Mas isso ficará para outras alturas …


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