Poderá surpreender alguns dos leitores desta coluna o modo como vou abordar o tema deste mês: a intenção, mal anunciada, de que o “governo do estado” quer taxar os bens patrimoniais. Não estou, antes estivesse, em risco de ser taxado, mas não me parece nem correcto, nem legítimo, nem moral se tal acontecer. Se se quiser avançar por esse caminho, teremos de admitir que somos um estado social-colectivista, nem quero dizer comunista, utilizando este termo no seu melhor sentido: no de tudo ser de todos, bem longe do socialismo soviético. Mas Portugal não é, não quis ser, nem aparenta querer ser um estado colectivista. Sendo, como é, um estado de direito, os impostos directos ao cidadão devem incidir apenas sobre os seus rendimentos. Nunca sobre o património.

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Se nas instituições Europeias, mais concretamente na Comissão Europeia e no Eurogrupo, reina um espirito federalista necessário para conduzir a Europa rumo a uma Confederação de Estados semelhante às Confederações Suíça, Canadiana ou Americana, os dirigentes destes dois organismos Europeus nunca podiam estar a favorecer alguns Estados membros em detrimento de outros países, também membros de pleno direito da União Europeia. Este método de trabalho sectário, praticado já há alguns anos, vai contra todos os princípios do espírito federalista e tem sido um forte tavão na concretização de um projecto Europeu ingenuamente proclamado.

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A (re)organização das freguesias é um tema que começa a aparecer como quase obrigatório ser analisado e discutido.

Se pretendermos embarcar nesta discussão sem uma análise profunda e séria, tendo por base só e apenas a nossa discordância do sucedido no ano 2012, então o tema destas discussões será mais adequado “a desorganização das freguesias”. Reconhecemos que essa dita reorganização foi efetuada sem atender a qualquer discussão das populações, e não só pelas atingidas, sem qualquer respeito democrático pela pretensão das mesmas, tendo como resultado perfeitas agregações contranaturas (se estas alguma vez possam ser apelidadas de perfeitas), tal como aquela onde hoje a nossa freguesia se encontra inserida.

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Verão chega ao fim temos o início do outono (trás aulas). Suave o tempo vai-nos preparando para o outono. É um ciclo que se vem repetindo ao longo dos tempos, embora conhecido, é sempre um tempo novo que nos convida a uma meditação sobre a regeneração da vida como preparação para uma nova etapa. A natureza desnuda-se num convite à preparação de uma nova jornada, que após os longos dias soalheiros de verão e às noites quentes de convívio entre amigos, nos prepara e reestabelece de forças para mais um ano, na esperança de podermos saborear as noites longas junto à lareira mas certamente sempre a pensarmos no próximo verão.

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Ao terminar as minhas funções como pároco da paróquia das Cortes, não posso deixar de aproveitar esta oportunidade para transmitir a todos, pessoas singulares e instituições, o meu reconhecimento e agradecimento pelos 15 anos vividos em comum. Parece que foi ontem, mas na verdade foram 15 anos.

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A mudança que estou prestes a realizar na minha vida tem ajudado a repensar ideias e valores sobre a vida, que por vezes esquecemos por causa da correria e dos afazeres quotidianos. Uma dessas ideias tem a ver com o recomeço.

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Ao terminar a minha função de pároco das Cortes, não posso deixar de registar palavras de agradecimento a todos os que colaboraram de perto no trabalho desenvolvido ao longo destes 15 anos. Neste reconhecimento geral não esqueço de forma alguma os que, entretanto, já partiram, mas que enquanto, estiveram connosco, deram o seu contributo e colaboração.

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A freguesia das Cortes é indubitavelmente um ponto turístico. Muitos são os visitantes que passam pela nossa freguesia. Uns visitam a Casa-Museu João Soares, outros frequentam os nossos bons restaurantes. E claro, não me posso esquecer da ponte e do rio, os verdadeiros chamarizes da nossa terra. Há outro local, que também é bastante visitado, mas que poucos se lembram na hora da elaboração dos guias turísticos. Quem nunca ouviu falar da casa movediça?

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A decisão da maioria dos cidadãos britânicos de abandonar a União Europeia em princípio agendada para o dia 1 de Janeiro de 2019, não é um assunto novo e está muito longe de ser um conflito de gerações como a seu belo prazer a imprensa, na sua ânsia de sensacionalismo tem noticiado, mas foi sim, o culminar de um longo processo onde depois da ilusão de um projecto Europeu que em 1973 prometia ao Reino Unido uma união económica de Estados Europeus assente num comercio livre, dentro dos ideais da justiça social e valorização humana, quatro décadas depois, o que os dirigentes da União Europeia tem estado a oferecer aos seus cidadãos, tem sido a promoção de uma ditadura financeira neoliberal que apenas tem manietado e hipotecado uma Europa que não tem sabido lidar com os fortes desafios que lhe tem aparecido por a frente.

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O Papa Francisco convida-nos a sair do sofá para “evitar a paralisia silenciosa … uma vida fixada mos videojogos e no computador”, ao que se pode acrescentar na “sopa” de telenovelas e nos sapientes discursos (vazios) dos fazedores de opinião que vegetam nas televisões e nos entram pela casa dentro sem nos pedirem autorização.

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