No Verão, a freguesia das Cortes transforma-se num verdadeiro polo aquático para miúdos e graúdos.
O chamamento do rio é incontornável, e é impossível resistir. Quer se queira, quer não, acabamos num dia de calor por dar um mergulho.

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Um exemplo importante, que bem merece ser conhecido, vem-nos da Dinamarca. Todos nós vamos sabendo um pouco sobre o respeito que os  povos dos países do norte da Europa têm pela ecologia e sobre o seu modo de viver mais simples, mais ao ar livre, numa forma de vida mais saudável, apesar de a Dinamarca ser um país bem mais frio que o nosso.

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Numa inspiração iluminista, que lhe é muito característica, a responsável máxima do F.M.I. sugeriu que Portugal devia cortar mais nos salários e pensões. Uma opinião, como seria de esperar, compartilhada também pelos técnicos da “troika,” durante a sua avaliação periódica feita no passado mês de Junho.

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Em minha casa reina uma espécie de tradição. Todos os sábados, a minha mãe e a minha prima vão beber café às Cortes. Como é óbvio não referirei o local onde "cafezam", primeiro porque não estou aqui para fazer publicidade (não pago para isso… nem sequer sou pago…), segundo o Mestre Cordeiro não precisa da minha publicidade, e terceiro… porque não me apetece!

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Julgo que a generalidade da população deste país ainda não avaliou bem a questão da privatização da TAP. A generalidade em que eu próprio me gosto de incluir. Nem é esta a privatização que nos será mais prejudicial. As que nos irão, no presente e no futuro próximo, afectar-nos mais, já aconteceram: as energias, os correios, os telefones (hoje, telecomunicações), as águas e os transportes públicos urbanos.

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No verão, fazer fogueiras ou queimadas é um erro, é proibido e pode ter consequências incalculáveis e irremediáveis.

Muito importante também é termos o terreno em volta da nossa casa limpo.

A proibição de fumar, fazer lume, fogueiras, queimadas, queimar resíduos e lançar foguetes, nas zonas agrícolas e florestais, entrou em vigor no início do mês de Junho e vai até Setembro.

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De tanto caminhar, voltamos ao ponto de partida, porque não sabemos para onde vamos.

Não falo das caminhadas que agora todos descobrimos, que nos permitem descobrir os belos recantos da nossa cidade e a beleza da natureza que nos rodeia e que há muito tínhamos esquecido.

Ao olharmos para União Europeia, onde alguém decidiu que deveríamos participar, parece-nos ver uma daquelas danças, em cujo salão, num rodopio calculado e frio, se vão mantendo as distâncias sem se “tocarem” num acordo final. Sentimo-
-nos “gregos” para entender esta dança. Sem visão, cada um cuidando do seu próprio quintal, sem atender aos próprios princípios fundadores da UE, com medo de chegar a um acordo consensual. Queremos uma europa, que saiba e nos indique que caminho devemos trilhar, que seja simples e clara nos grandes objetivos que queremos atingir.

Também por cá, e com a aproximação de termos de escolher qual o rumo que queremos seguir no futuro próximo, assistimos a uma confusão de ideias, onde o disse que não disse (embora o tivesse dito), nos coloca perante o reconhecimento que os actores políticos pouco ou nada aprenderam.

Neste namoro do “ eu sei que tu sabes que eu sei que o que queres é o que quero", vão-nos confundindo com verdades que deixam cair para ver o ruido que fazem, para logo, qual o miúdo apanhado com a mão no bolo, afirmarem que não foi essa a intenção. Nem tão pouco tiveram alguma vez a intenção de nos fazerem pagar ainda mais. Era apenas para ver se nos apanham distraídos.

Nas caminhadas nós traçamos um rumo, conhecemos as dificuldades, avaliamos as nossas capacidades para saber que estratégia adotar com a finalidade de atingirmos o nosso objetivo.

A dimensão social, económica e cultural de um país não pode estar sujeita a danças de salão num jogo estratégico e de calculismos frios para proveito de poucos e o sacrifício de muitos.

É importante assumir objetivos claros, simples e conhecidos, onde todos saibam qual é a sua missão, para que no final da caminhada, certamente cansados, a satisfação da chegada seja para todos. 

No passado dia 13 de Maio começou a vigorar em território português o novo acordo ortográfico. Este acontecimento, em circunstâncias normais, podia ser um dia festivo para todos os países lusófonos, com Portugal a dar o exemplo de um país consciente e orgulhoso dos seus valores linguísticos. Porém, este acto, acabou por ser apenas a introdução isolada de um acordo ou “desacordo ortográfico”, com uma grafia modificada sem nexo, que pecou por falta de uma reflexão mais profunda. Num contexto de diálogo mais alargado, onde todas as opiniões, mesmo as divergentes, eram uma ferramenta preciosa para ajudar a limar arestas e fortificar a união linguística, que devia prevalecer sempre acima de todas as diferenças fonéticas e culturais de qualquer país de expressão portuguesa.
A língua portuguesa tem uma matriz específica que Portugal tem a obrigação e o dever de defender. Contudo, este acordo ortográfico de 1990, onde a fonética

se sobrepôs à grafia, ficou com todos os ingredientes necessários para não servir para ninguém, porque ignorou uma linha básica de princípios, um factor que tem sido contestado pela maioria dos intelectuais que notaram neste trabalho uma pobreza linguística estrutural. Não serve para Portugal nem para o Brasil e muito menos para Angola, Moçambique e Timor-Leste, que na altura da elaboração deste projecto Luso-Brasileiro, enfrentavam problemas internos muito graves que não lhe permitiam ter a serenidade necessária para debater uma matéria desta importância. E nem serve para qualquer outro país da CPLP, onde as alterações introduzidas, deixaram estes países mais distantes das principais línguas Europeias. Todavia, Portugal, como um bom atleta, correu uma maratona em contra-relógio e chegou à meta em primeiro lugar, sozinho e isolado, sem honra nem glória, porque não é por abdicarmos das nossas obrigações que somos mais admirados. No fim de todo este trocadilho, a língua portuguesa ficou substancialmente mais pobre.

Com a chegada dos dias mais quentes, todo o ambiente se transforma. Abrem-se as janelas nas nossas casas e a luz radiante do sol, agora desde mais cedo até mais tarde, traz um tom de festa e de descontração às nossas vidas. Mesmo para quem goste de estar só, estes dias parecem trazer consigo um condão que os arrasta para sair de casa, encontrar os amigos e conviver.

Por essa razão, também, as festas religiosas, erradamente chamadas “festas populares”, enchem as ruas, e preenchem os fins-
-de-semana, tornando-os muitas vezes mais agitados que a própria semana, quando deveriam ser momento de descontração e intimidade. Efetivamente o ritmo da vida dos nossos dias é de tal modo agitado, stressante e galopante, que exige cada vez mais momentos de descontração, paragem e até reflexão. Os dias de verão, proporcionam-se a isso mesmo.

Mas a vida moderna preencheu esse espaço que era nosso, preenchendo-o com mil ocupações, atividades de todo o género, que cada vez mais nos isolam, cansam e afadigam. Mesmo as referidas festas religiosas, viraram espetáculo de variedades (ou vaidades) e vão perdendo aquele condão que lhes estava na origem: o convívio sereno e ameno, o encontro, a sã amizade, a celebração comunitária e a serena paz de quem regressa a casa no fim do dia com a consciência tranquila e as forças recuperadas para uma nova semana de trabalho.

Onde está esta paz e serenidade de outros tempos? Onde puderemos nós reencontrar a alegria interior de quem se sente amado e por isso mesmo arde em desejos de amar? Em que praia deserta se terá escondido essa vida tranquila? Quem passa por Cascais e toda a orla marítima que a circunda, pensará certamente que um dia de praia por aqueles sítios será certamente um dia de total confusão, total agitação e total nervosismo. Não seria o dia de praia para encontrar precisamente os valores contrários?

Os dias de verão que aí veem deveriam servir até para pensar no que efetivamente estamos a fazer dos dias de verão. E o tempo de férias, no seu todo, cada vez mais cheio, mais repleto e mais agitado que os dias de trabalho. Mudam-se os tempos, e à força queremos mudar as vontades. Mas será que assim seremos mais felizes?...

Com a alma cansada, com uma esperança resiliente, vamos comemorando Abril, nós que conhecemos o que representou e que procuramos passar às novas gerações a razão deste momento.

Nós sentimos o porquê. Mas explicar esse sentimento sem a vivência do contrário torna-se uma missão quase impossível, a não ser que nos tempos atuais voltem a existir fatores para os quais esperámos que com Abril não voltassem a acontecer.

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