Com a chegada dos dias mais quentes, todo o ambiente se transforma. Abrem-se as janelas nas nossas casas e a luz radiante do sol, agora desde mais cedo até mais tarde, traz um tom de festa e de descontração às nossas vidas. Mesmo para quem goste de estar só, estes dias parecem trazer consigo um condão que os arrasta para sair de casa, encontrar os amigos e conviver.

Por essa razão, também, as festas religiosas, erradamente chamadas “festas populares”, enchem as ruas, e preenchem os fins-
-de-semana, tornando-os muitas vezes mais agitados que a própria semana, quando deveriam ser momento de descontração e intimidade. Efetivamente o ritmo da vida dos nossos dias é de tal modo agitado, stressante e galopante, que exige cada vez mais momentos de descontração, paragem e até reflexão. Os dias de verão, proporcionam-se a isso mesmo.

Mas a vida moderna preencheu esse espaço que era nosso, preenchendo-o com mil ocupações, atividades de todo o género, que cada vez mais nos isolam, cansam e afadigam. Mesmo as referidas festas religiosas, viraram espetáculo de variedades (ou vaidades) e vão perdendo aquele condão que lhes estava na origem: o convívio sereno e ameno, o encontro, a sã amizade, a celebração comunitária e a serena paz de quem regressa a casa no fim do dia com a consciência tranquila e as forças recuperadas para uma nova semana de trabalho.

Onde está esta paz e serenidade de outros tempos? Onde puderemos nós reencontrar a alegria interior de quem se sente amado e por isso mesmo arde em desejos de amar? Em que praia deserta se terá escondido essa vida tranquila? Quem passa por Cascais e toda a orla marítima que a circunda, pensará certamente que um dia de praia por aqueles sítios será certamente um dia de total confusão, total agitação e total nervosismo. Não seria o dia de praia para encontrar precisamente os valores contrários?

Os dias de verão que aí veem deveriam servir até para pensar no que efetivamente estamos a fazer dos dias de verão. E o tempo de férias, no seu todo, cada vez mais cheio, mais repleto e mais agitado que os dias de trabalho. Mudam-se os tempos, e à força queremos mudar as vontades. Mas será que assim seremos mais felizes?...

Com a alma cansada, com uma esperança resiliente, vamos comemorando Abril, nós que conhecemos o que representou e que procuramos passar às novas gerações a razão deste momento.

Nós sentimos o porquê. Mas explicar esse sentimento sem a vivência do contrário torna-se uma missão quase impossível, a não ser que nos tempos atuais voltem a existir fatores para os quais esperámos que com Abril não voltassem a acontecer.

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Em vésperas do Dia da Mãe há algo que tenho de dizer. A minha mãe é a maior! Está dito! Não literalmente a maior, se alguém tiver uma Mãe com 2 metros de altura, é maior do que a minha. Nem são precisos tantos metros, com 1 metro e 66 centímetros consegue ser mais alta do que a minha mãe.

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O homem do paleolítico descobriu as Cortes há mais de 300 mil anos (Quinta do Cónego). Os romanos passaram por cá (estação romana das camarinhas nas Fontes), D. Afonso Henriques terá confirmado a independência de Portugal, nas Cortes, na chamada batalha de Ourique, ou mesmo a mata real do reinado de D. Afonso IV, na nascente do rio lis. Mas, conhece as Cortes?

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Numa futura revisão constitucional deviam ser acrescentados à nossa Constituição mais dois artigos. Primeiro, era a criação de um Senado ou Câmara alta do parlamento, com a missão de avaliar periodicamente o desempenho de funções do chefe de Governo e filtrar toda a legislação susceptível de favorecer grupos económicos e ideologias políticas e partidárias, em detrimento dos interesses da nação.

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O calendário católico está marcado pela centralidade da festa da Páscoa. A palavra significa “passagem” e a celebração anuncia aquela que é a afirmação genuinamente cristã. Na Páscoa celebramos o grande e único acontecimento que é a passagem da morte à vida, realizada de uma só vez na pessoa de Jesus Cristo, mas que é prefiguração das muitas passagens que todos nós realizamos na nossa vida.

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É uma imagem comum e antiga comparar-se a vida a uma longa viagem. Como qualquer outra teve um início e tem uma meta. O percurso percorrido, de mais ou menos anos, é composto de momento altos e momentos baixos, há dias de alegria e dias de tristeza, horas de sorte e horas de azar. No seu todo esta variedade traz consigo o sabor e a satisfação (ou a revolta) em relação à vida.

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As Cortes sempre foram reconhecidas pela sua atividade cultural. Uma identidade que lhe é própria e que a torna única na sua região. Uma aldeia com uma forte personalidade cultural, rica e reconhecida.

Perde-se no tempo a sua ligação a pessoas que foram referência no plano cultural não só local como no nosso país.

O esquecimento e o esvaziamento das raízes que trouxeram à nossa terra um reconhecimento quase nacional parecem estar a aumentar.

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Decorria uma campanha eleitoral para as autarquias, quando numa sessão de esclarecimento partidário realizada na Quinta da Cerca, questionámos o presidente da junta de freguesia - nessa altura também ele próprio candidato a uma reeleição - que diligências tinham sido feitas junto da Câmara para ser substituído o telhado desse edifício que já estava bastante deteriorado. A resposta de um dos seus parceiros de equipa foi pronta “a Câmara tinha mandado fazer uma vistoria e estava tudo bem”. Uma maneira muito clássica de tapar o sol com a peneira, porque era visível que essa cobertura estava no limite das suas funções, com o madeiramento demasiado fragilizado que já não suportava o peso da telha, nem reunia as condições mínimas necessárias para qualquer técnico de construção civil se arriscar a garantir uma segurança que não existia.

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