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Há quem defenda
que as pessoas não mudam.
Rui Ferreira é a prova do contrário.
Aos 27 anos foi desafiado a arriscar e mudou.
É o primeiro
cortesense a viver a
loucura do Dakar.
A prova de rali mais difícil do mundo!
Dez dias de deserto,
de competição,
e superação.

 

Dez dias no deserto, em competição e a superar todos os limites. Rui Ferreira, com apenas 27 anos, é o primeiro jovem cortesense a viver a loucura do Dakar, a prova de rali considerada “a mais difícil do mundo”.
Mecânico de profissão e apaixonado por desportos motorizados, sempre teve o sonho de um dia fazer parte desta história mas nunca acreditou que fosse realmente possível. Trabalha com Bruno Martins, piloto profissional, há vários anos. “O meu patrão sempre teve o sonho de ir ao Dakar... até que um dia os franceses ligaram e perguntaram se queríamos ir. E eu pensei: epa bacano, cena brutal”, começa a explicar, a rir. Pensou que, “claro”, seria “apenas como mecânico” e estaria na parte de fora da corrida. “Mas afinal a condição era eu ir como nevegador e mecânico. Eu sou mecânico, mas não sou navegador”, riposta imitando a reação de surpreendido que teve na altura. A notícia chegou em novembro. A prova decorreu de 6 a 17 de Janeiro.

“O Bruno disse-me para não me preocupar que a navegação seria como ter um click e eu só pensava: e se eu não tiver o click? Pensei nisto como um desafio e quis preparar-me o melhor que consegui. Especialmente em termos físicos. Queria estar à altura e por isso mudei tudo!”, avança. O Rui, que até então tinha poucos cuidados, adorava a vida da noite e aproveitava a vida ao máximo, mudou. Cortou no álcool, alterou a alimentação e fez ginásio. “Não é fácil para quem tinha a vida que eu tinha, mas é uma questão de ir atrás do sonho. Pensei que, se era para ir, tinha que ir bem para dar o meu melhor, não podia ser para ir como estava. E isto melhorou-me como pessoa”, confessa.

O Dakar chegou e tiveram a difícil e importante missão de serem aguardeiros ou mochileiros: “a equipa BBR tinha varios carros e nós íamos na corrida como todos mas, sempre que fosse preciso, tinhamos que parar e auxiliar os outros”. Uma responsabilidade que se sente no terreno: “Vens a andar como os outros, vens a correr como os outros, mas sabes que tens que parar sempre que for preciso e resolver o problema minimamente para que a equipa consiga continuar. Tentas que não deixem de chegar lá por uma falha tua. Mas também não és mágico”.

Foram dez dias, num Can-Am, cerca de cinco mil quilómetros e várias etapas em que se levou ao limite. O Dakar 2019 aconteceu no Peru, na América do Sul, começou e terminou em Lima, e pelo meio passou por Pisco, San Juan de Marcona, Arequipa, Moquegua e Tacna. “Ali perde-se a noção de tudo”. Dakar é calor, é areia, é dunas e deserto. “O mais duro para mim foi, sem dúvida, o fesh-fesh que era o pó. Só de bateres no chão com o pé e deixavas de ver. É ficares a pé com um problema mecânico no meio do deserto e, só quando ligas o carro e voltas a andar é que vês que passaram duas horas. Acabamos por estar sozinhos. São muitos Km’s e a ligação é dura”.


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